domingo, 18 de janeiro de 2009

Depois da Morte

O JUÍZO PARTICULAR: A pessoa, logo após a morte, se encontra diante de Deus onde será julgado. O julgamento se baseará nas obras, boas ou más, praticadas em vida. O pecador que se arrepende antes de morrer recebe o perdão de suas obras más.

PURGATÓRIO:
Conforme a mente da Escritura, é sinônimo de “prisão” passageira, cadeia, (Mt. 5,25-26) ou de travessia de um “fogo” purificador (Icor. 3,15). Não é punição, nem castigo de Deus, mas uma exigência purificadora do próprio amor da criatura imperfeita, diante do amor perfeito de Deus (Is.33,14). É uma questão de justiça: “...esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça”. (2Pe. 3,13) Purgatório não se confunde, portanto, com um terceiro caminho, como algumas pessoas erroneamente interpretam. PURGATÓRIO é um estado transitório de purificação. É o estágio em que as almas dos justos completam a purificação de suas penas devidas pelos pecados já perdoados, antes de entrar no céu.

A existência do purgatório se prova pela Bíblia, pela Tradição e pela razão:
Na Bíblia:
a) Os soldados judeus rezavam pelos seus mortos na guerra, para que seus pecados fossem perdoados. “E puseram-se em oração para implorar-lhe o perdão completo do pecado cometido”(2Mc 12,42) (2Mc 12,43-46). Judas Macabeu e seus soldados estavam profundamente convencidos de que podiam libertar dos pecados os seus amigos mortos através das orações e sacrifícios.
          b) “Todo o que falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste mundo nem no que há de vir”(Mt 12,31-32). Aqui Jesus admite a possibilidade de que as penas dos pecados podem ser perdoados depois da morte.
c) “Se a obra de alguém se extinguir, sofrerá a perda. Ele mesmo, porém, será salvo, mas passando de qualquer maneira pelo fogo” (1Cor 3,15). Aqui São Paulo admite claramente que aquele cujas obras forem imperfeitas no momento da morte se salvará, mas primeiro deverá passar pelo purgatório para se purificar.
A Razão demonstra a existência do purgatório:
“Nada de impuro ou manchado pode entrar no céu”(Is 35,8; Sb 7,25; Ap 21,27). Se uma pessoa morre em pecado venial, não pode ir para o inferno, mas também não pode ir direto para o céu, pois “nada de impuro pode entrar na Jerusalém Celeste” (Ap 21,27). É claro que deve existir um estado intermediário em que as almas dos mortos possam se purificar e depois subir para a glória de Deus, para gozá-lo eternamente, face a face: é o purgatório.

INFERNO é fogo misterioso, mas real e verdadeiro (Ap. 21,8; Jd.1,7; Mt.25,41; Mt.18,9; Mt. 13,40-42). É o tormento de sentir-se rejeitado. É a frustração total da criatura por Ter perdido o seu criador (Lc. 16,23-26). Não é, porém, aniquilamento, como alguém pode imaginar ou pretender interpretar. Deus não poupou nem os anjos que pecaram, precipitando-os no inferno (2Pe.2,4-5). Deus é bom, mas justo (Rm.1,18). Por isso, demônios ou anjos maus, precipitados no inferno, não são um produto da mente humana, da sua fantasia, mas têm sua existência real, manifestada e sentida na maldade do homem, da sociedade e do mundo.

VIDA NO CÉU  Mt 22,30 – Lc 20,35-36 – Mc 12,25 No céu seremos parecidos aos anjos e ninguém mais se dará em casamento. A felicidade de uma mãe no céu, não lhe será diminuída se um filho for parar no inferno, porque os bem aventurados compreenderão e atacarão a justiça de Deus.

            O JUÍZO FINAL será apenas uma confirmação da sentença que cada pessoa recebeu ao julgamento a que foi submetido na hora de sua morte e que chamamos de juízo particular.
            Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo. Esse revelará o que cada um fez de bom ou deixou de fazer durante sua vida na terra. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último.


sábado, 17 de janeiro de 2009

O PURGATÓRIO

O grande doutor da Igreja, São Francisco de Sales (1567´1655), tem um ensinamento maravilhoso sobre o purgatório. Ele ensinava, já na idade média, que "é preciso tirar mais consolação do que temor do pensamento do Purgatório".
Eis o que ele nos diz:
1. As almas ali vivem uma contínua união com Deus.
2. Estão perfeitamente conformadas com a vontade de Deus. Só querem o que Deus quer. Se lhes fosse aberto o Paraíso, prefeririam precipitar se no inferno a apresentar se manchadas diante de Deus.
3. Purificam se voluntariamente, amorosamente, porque assim o quer Deus.
4. Querem permanecer na forma que agradar a Deus e por todo o tempo que for da vontade Dele.
5. São invencíveis na prova e não podem ter um movimento sequer de impaciência, nem cometer qualquer imperfeição.
6 Amam mais a Deus do que a si próprias, com amor simples, puro e desinteressado.
7. São consoladas pelos anjos.
8. Estão certas da sua salvação, com uma esperança inigualável.
9. As suas amarguras são aliviadas por uma paz profunda.
10. Se é infernal a dor que sofrem, a caridade derrama lhes no coração inefável ternura, a caridade que é mais forte do que a morte e mais poderosa que o inferno.

11. O Purgatório é um feliz estado, mais desejável que temível, porque as chamas que lá existem são chamas de amor. ( Extraído do livro O Breviário da Confiança, de Mons. Ascânio Brandão, 4a. ed. Editora Rosário, Curitiba, 1981) 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

OS 7 PECADOS CAPITAIS E AS 7 VIRTUDES OPOSTAS

Embora o Batismo elimine o pecado original, as suas sequelas continuam em nós: os sofrimentos, a doença, a morte, a propensão ao pecado (concupiscência).
Santo Agostinho entendia que a permanência da concupiscência em nós, mesmo após o Batismo, é uma oportunidade que temos de “provar” a Deus o nosso amor, lutando contra o pecado, por amor ao Senhor. “Se me amais, guardarei os meus mandamentos” Jo 14,15. Dizia também que as duas asas que Deus nos deu para voar alto e chegar aos céus são: o amor a Deus e o amor ao próximo.
São Basílio Magno ensina que há três formas de amar a Deus: a primeira é como mercenário, que espera a retribuição; a segunda é como escravo que obedece por medo do chicote, o castigo de Deus; e o terceiro é o amor filial, daquele que obedece porque de fato ama o Pai.
A Igreja ensina que os piores pecados são aqueles que ela chama de “capitais”. Capital vem do latim “caput”, que quer dizer cabeça. São pecados “cabeças”, isto é, que geram muitos outros. Assim como, por exemplo, a capital de um Estado ou de um país é de onde procedem as ordens, as decisões e comandos, assim também desses pecados “cabeças” nascem muitos outros.
Vale à pena refletir sobre eles, a fim de rejeitá-los, com o auxílio da graça de Deus e de nossa vontade.
Precisamos lutar contra essas ervas daninhas que querem tomar a nossa alma. Um sábio provérbio chinês garante que “não é a erva daninha que mata a planta, mas a preguiça do agricultor”. Precisamos fazer a limpeza, mas esta não deve provocar em nós remorso, e sim arrependimento. O remorso gera na pessoa a angústia e o desespero; não é o que Deus quer. Ele deseja o arrependimento e o propósito de mudança.

Judas e Pedro pecaram gravemente; Judas abrigou na alma o remorso e se matou; Pedro, pela graça de Deus, arrependeu-se amargamente e chorou. Foi perdoado por Jesus, e continuou sendo o escolhido para ser o primeiro chefe da Igreja do Senhor.
O pecado mortal – com conhecimento e consentimento – leva o pecador a perder a graça santificante CIC 1861. Mas é bom lembrar que todo ser humano é, em essência, bom. Todos nós trazemos inscritas em nossa mente e na nossa consciência a moral e as leis de Deus.
A gravidade dos pecados pode ser maior ou menor, conforme o dano provocado pelo mesmo. Também a qualidade da pessoa ofendida entra em consideração. Ofender ao pai é mais grave que ofender um estranho.

OS 7 PECADOS CAPITAIS E AS 7 VIRTUDES OPOSTAS

ORGULHO OU SOBERBA: O Princípio de todo pecado é o orgulho (normalmente é ligado à vaidade), pois é a tentativa de se igualar a Deus de ser auto-suficiente senhor de si, passando por cima da autoridade de Deus. É o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus e, levou Adão e Eva à desobediência mortal para toda a humanidade.
O Orgulho caracteriza-se por acharmos que os dons de Deus vêm de nós mesmos.
Leva aos pecados da presunção, da vanglória (Gn 11 – O episódio de Babel).
Nós passamos a procurar sempre reconhecimento, elogios, por nossos atos e acabamos nos gabando das coisas que fazemos.
Com orgulho, a pessoa desanima no fracasso, pois acha-o impossível.
Humildade: É o reconhecimento de nossa pequenez. No final das contas. É a verdade sobre nós mesmos, sabendo que tudo é Dom de Deus. Devemos recorrer a Jesus, a Nossa Senhora e aos santos, que foram exemplo de humildade, para pedir essa virtude.
SOBERBA OU ORGULHO = BASTO-ME, NÃO DEPENDO DE NINGUÉM!

AVAREZA: Desejo desordenado dos bens deste mundo.
Os bens deste mundo foram feitos pra suprir nossas necessidades e a de nossos irmãos.
A avareza é a síndrome de acumular, juntar, empilhar coisas. É o culto ao dinheiro.
Leva a fraudes, roubos, mesquinharia e ambição – passar por cima dos outros.
Em vez de senhores das coisas passamos a ser escravos delas (Mt 6, 23-34 ).
Generosidade ou desprendimento: É o despojamento quanto aos bens materiais, compartilhando-os com aqueles que necessitam. Daí e vos será dado-disse Jesus. Deus ama o que dá com alegria. Deus é generoso com seus filhos, portanto, todo cristão deve ser generoso com seu próximo.
Na parábola do homem rico: Lc 12,16-21, Jesus não condena a posse dos bens, mas o seu mau uso, egoísta. Ser pobre não é ser mendigo. O cristão não ama a pobreza, pela própria pobreza, isto seria miséria; mas ama a pobreza por amor à liberdade que o desapego proporciona. O remédio contra avareza é o “abrir as mãos”, não para receber, mas para dar. (quanto mais apegado você for ao dinheiro, mais faça o exercício de dar boas e generosas esmolas... até que as suas mãos aprendam a se abrir sem que o seu coração chore).
AVAREZA = QUANTO MAIS TENHO, MAIS  QUERO.

LUXÚRIA OU IMPUREZA: É a erotização exacerbada e o mau uso da sexualidade.
Vivemos num mundo altamente erotizado. A moda, os espetáculos, os shows, os programas televisivos tem sempre apelo sexual.
“Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo?” Somos templo da Santíssima Trindade. A sexualidade deve ser governada pelo amor.
O sexo, o amor e a transmissão da vida são três coisas que estão intimamente ligadas, mas forram separadas de forma lastimável pelo homem moderno.
Castidade: É o respeito de nosso corpo e ao corpo do próximo. É o 6º mandamento da Lei de Deus.
Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um de sua parte, é um dos seus membros. (1Cor 12,27). Quando eu cometo um pecado de impureza, não sujo apenas a mim mesmo, mas também ao Corpo de Cristo, do qual sou membro. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? (1 Cor 6,15). E o Apóstolo, mostra que o Espírito Santo não habita apenas a nossa alma, mas também o nosso corpo; e daí a gravidade da sua profanação.  Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que habita em vós, o qual recebestes de Deus, e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço (1 Cor 6,19)
Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo (1 Cor 6,20). Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado e isto sois vós (1 Cor 3,16´17). Para viver a pureza há, então, que estarmos em alerta o tempo todo, como recomendou o Senhor: vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca (Mt 26,41).
Após o pecado de Adão não nos resta outro remédio: vigiar os nossos sentidos, pensamentos, olhares, gestos, palavras, atitudes, comportamentos, etc., e buscar na oração e nos sacramentos, o remédio e o alimento para vencer a nossa fraqueza.
Nunca, como em nossos dias, foi tão grande o pecado de impureza. De forma acintosa ele aparece nas músicas, nas TVs, nas revistas, jornais, filmes, cinemas, teatros, etc. Estamos sendo invadidos por um verdadeiro mar de lama que traz a imoralidade para dentro dos nossos lares, sem respeitar nem mesmo crianças e velhos. A exploração comercial do sexo atingiu níveis assustadores, e que põe o ser humano, especialmente a mulher, no mais baixo nível de indignidade. Será que Deus pode ficar indiferente a uma situação desta? Será que a própria natureza humana pode deixar de reagir contra tanta bestialidade que hoje se pratica, sob as câmeras de TVs? É difícil dizer não.
Desgraçadamente a nossa sociedade promove o sexo acintoso, sujo, sem responsabilidade e sem compromisso, e depois se assusta com milhões de meninas grávidas, estupros, separações, adultérios, etc. É claro, quem planta ventos, colhe tempestades.
Vemos hoje, por exemplo, esta triste campanha de prevenção à AIDS, através do uso da camisinha. De maneira clara se passa esta mensagem aos jovens: pratiquem sexo à vontade, mas usem o preservativo. Isto é imoral e decadente.
Também sobre o homossexualismo, infelizmente hoje tão defendido por muitos, a condenação da Bíblia e da Igreja é expressa. Não te deitarás com um homem como se fosse uma mulher: isto é uma abominação (Lev 18,22). Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometeram uma coisa abominável (Lev 20,13).
São palavras claras, pelas quais Deus classifica a prática do homossexualismo como uma abominação. Deus ama o pecador, mas abomina o pecado. Deus ama o homossexual, mas não quer a homossexualidade. O N.T., como também o A. T., é muito explícito na condenação do homossexualismo. Tenha-se em vista os seguintes textos: Rm 1,26s; 1Cor 6,9s; 1 Tm 1,9-11

Muitos são os atos contra a pureza: luxúria, masturbação, fornicação, pornografia, prostituição, estupro, adultério, etc.
A luxúria é definida como a busca do prazer sexual por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união do casal. Pornografia é Toda exibição sexual, fora da intimidade dos parceiros, real ou simulada. Ela acontece hoje através de todos os meios de comunicação, agora até mesmo pelo telefone e computador. A prostituição é hoje um verdadeiro flagelo social (CIC, 2355), que envolve crianças, jovens, homens, mulheres, muitas vezes levados a isto por causa da miséria, chantagens e pressões diversas. Adultério "Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério". (Mt 5,27) "Ora, eu vos declaro que todo aquele que rejeita sua mulher, exceto no caso de matrimônio falso, e desposa uma outra, comete adultério. E aquele que desposa uma mulher rejeitada, comete também adultério". (Mt 19,9) "E ele disse-lhes: Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira". "E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério". (Mc 10,11-12) "Todo o que abandonar sua mulher e casar com outra, comete adultério; e quem se casar com a mulher rejeitada, comete adultério também". (Lc 16,18)
Quando falamos dos pecados contra a castidade, que ferem o 6º e 9º mandamentos, precisamos dizer que, muito pior e muito mais grave do que o pecado daquele que cai por fraqueza, é o daquele que ´explora o sexo´ comercialmente. Este, mais do que o primeiro, comete um pecado gravíssimo, já que pratica uma ação imoral, que destrói a dignidade da pessoa, de maneira premeditada, querida, calcando aos pés, por causa do amor ao dinheiro, o próprio templo do Espírito Santo, que é a pessoa.
Lamentavelmente, esses casos são muitos, e bradam justiça aos céus: motéis, exploração da prostituição, tele-sexo, ´casas de massagens´, filmes eróticos, exploração acintosa do sexo na TV, revistas e propagandas eróticas, etc.
Aqueles que promovem tais coisas terão contas pesadas a acertar com Deus, pois fazem isto, não por fraqueza humana, mas por amor ao dinheiro.
LUXÚRIA OU IMPUREZA- SENSUALIDADE,  INCONTINÊNCIA SEXUAL.

GULA: vício em que há busca de um prazer desordenado na comida e na bebida.
* Comer excessivamente;
* Comer com os olhos;
* Comer se preocupando com gostos requintados;
* Vícios como o fumo, álcool, tranquilizantes, etc.
Perde-se a força de vontade de se livrar dos vícios.
Temperança: Consiste em conservar o nosso corpo, a paz interior, a saúde.
Por exemplo, ter uma alimentação balanceada, se livrar de substâncias que envenenem nosso organismo, etc. É preciso submeter o corpo à mortificação. Como remédio contra a gula a Igreja propõe o jejum (uma dolorosa oração, oração do corpo). É uma arma poderosa como um instrumento para dominar a paixão. Não é atoa que Jesus jejuou 40 dias no deserto, antes de enfrentar as ciladas terríveis do Tentador.
GULA = AMOR EXCESSIVO ÀS IGUARIAS.

IRA: Estado emocional desordenado. É a raiva excessiva.
A ira é um mal em si mesma, pois tira a paz do indivíduo. Leva à impaciência, furor, violência, ódio e assassinato. Devemos deixar bem claro que força é diferente de violência. Ser violento não significa que a pessoa seja forte. A paciência é a maior prova de força.
Mansidão ou perdão: É a força revestida de veludo. É a calma, a tranqüilidade, o equilíbrio emocional. A mansidão é necessária para agradar a Deus, para a convivência e para manter a paz.
Oração de Judite sobre a mansidão: "Não é na multidão, Senhor, que está o vosso poder, nem vos comprazeis na força dos cavalos; os soberbos nunca vos agradaram, mas sempre vos foram aceitas as preces dos mansos e humildes". (Jt 9,16)
IRA = DESCONTROLE  CEREBRAL,  POR PERDA  DO AUTODOMÍNIO.

INVEJA: É a tristeza diante do bem próximo.
O invejoso está sempre de olho nos outros, no bem dos outros.
O invejoso: Não valoriza seus bens; Desenvolve o espírito crítico, diminuindo o outro; Calunia aquele que inveja.
Histórias de inveja na Bíblia: Caim e Abel, José e seus irmãos, Saul e David. O caso mais triste que as Escrituras nos relata, por causa da inveja, é o da morte de Jesus Mt 27,18.
Na parábola dos operários da vinha, o Senhor repreende os trabalhadores da primeira hora por terem reclamado do patrão ter dado o  mesmo salário aos da ultima hora Mt 20, 9-15.
Benignidade, afabilidade ou benevolência: Honestidade, delicadeza, justiça. É o olhar bom para o próximo, o amor para o próximo. O desafio é se alegrar com o bem do irmão. Devemos amar nosso irmão com palavras e obras.
INVEJA = ELE TEM.  PORQUE NÃO TENHO?

PREGUIÇA: É a negação do esforço, é o comodismo:
* Fazer tudo de qualquer jeito; Não fazer as coisas com amor; Cansaço constante; Pelo fato de não poder fazer o excelente, não faz nada; Falta de Tempo.
Jesus nos deixou como modelo a sua vida de serviço: "Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão". (Mt 20,28). Toda nossa vida é sagrada, tanto a espiritual quanto a profissional. Nada é profano em nossa vida.
Aos Colossenses São Paulo explica que tudo deve ser feio sem preguiça e sem lamúria: "Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens," (Cl 3,23)
Diligência: A palavra diligência vem de diliger = amar. É não se cansar de fazer as coisas, valorizando-as sempre. Caracteriza-se pela garra, força e amor.
PREGUIÇA = LEVA  AO DESCONHECIMENTO DE DEUS E À PRÁTICA DE  BOAS OBRAS. NÃO A PATOLÓGICA (POR DOENÇA).



quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Transfiguração do Senhor

A festa da "Transfiguração do Senhor" acontece no mundo cristão desde o século V. Ela nos convida a dirigir o olhar para o rosto do Filho de Deus, como o fizeram os apóstolos Pedro, Tiago e João, que viram a Sua transfiguração no alto do monte Tabor, localizado no coração da Galiléia. O episódio bíblico é relatado distintamente pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas.
 
Assim, segundo São Mateus 9,2-10, temos: "Jesus tomou consigo a Pedro, Tiago e João, e conduziu-os a sós a um alto monte. E transfigurou-se diante deles. Suas vestes tornaram-se resplandecentes e de uma brancura tal, que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia fazer assim tão brancas. Apareceram-lhes Elias e Moisés, e falavam com Jesus. Pedro tomou a palavra: "Mestre, é bom para nós estarmos aqui; faremos três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias". Com efeito, não sabia o que falava, porque estavam sobremaneira atemorizados. Formou-se então uma nuvem que os encobriu com a sua sombra; e da nuvem veio uma voz: "Este é o meu Filho muito amado; ouvi-O". E olhando eles logo em derredor, já não viram ninguém, senão só a Jesus com eles. Ao descerem do monte, proibiu-lhes Jesus que contassem a quem quer que fosse o que tinham visto, até que o Filho do homem houvesse ressurgido dos mortos. E guardaram esta recomendação consigo, perguntando entre si o que significaria: Ser ressuscitado dentre os mortos".
 
A intenção de Jesus era a de fortalecer a fé destes três apóstolos, para que suportassem o terrível desfecho de Sua paixão, antecipando-lhes o esplendor e glória da vida eterna. Também foi Pedro, que depois, recordando com emoção o evento, nos afirmou: "Fomos testemunhas oculares da Sua majestade" (2 Pd 1, 16).
 
O significado dessa festa é, e sempre será, o mesmo que Jesus pretendeu, naquele tempo, ao se transfigurar para os apóstolos no monte, ou seja, preparar os cristãos para que, em qualquer circunstância, permaneçam firmes na fé no Cristo. Melhor explicação, só através das inspiradas palavras do Papa João Paulo II, quando nesta solenidade em 2002, nos lembrou que: "O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (cf. Sl 67, 3)".
 
Somente em 1457, esta celebração se estendeu para toda a cristandade, por determinação do Papa Calisto III, que quis enaltecer a vitória, do ano anterior, das tropas cristãs sobre os turcos muçulmanos que ameaçavam a liberdade na Europa.

http://www.derradeirasgracas.com/

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Transfiguração de Jesus

UM ANTEGOZO DO REINO:

              A partir do dia em que Pedro confessou que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus vivo, o Mestre "começou a mostrar a seus discípulos que era necessário que fosse a Jerusalém e sofresse... que fosse morto e ressurgisse ao terceiro dia" (Mt 16,21).
              Pedro rechaça este anúncio, os demais também não o compreendem. É neste contexto que se situa o episódio misterioso da Transfiguração de Jesus sobre um monte elevado, diante de três testemunhas escolhidas por ele: Pedro, Tiago e João.
              O rosto e as vestes de Jesus tornam-se fulgurantes de luz, Moisés e Elias aparecem, "falavam de sua partida que iria se consumar em Jerusalém" (Lc 9,31). Uma nuvem os cobre e uma voz do céu diz: "Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o" (Lc 9,35).
              Por um instante, Jesus mostra sua glória divina, confirmando, assim, a confissão de Pedro. Mostra também que, para "entrar em sua glória" (Lc 24,26), deve passar pela Cruz em Jerusalém.
              Moisés e Elias haviam visto a glória de Deus sobre a Montanha; a Lei e os profetas tinham anunciado os sofrimentos do Messias.
              A Paixão de Jesus é sem dúvida a vontade do Pai: o Filho age como servo de Deus.
              A nuvem indica a presença do Espírito Santo.
              A Trindade inteira apareceu: o Pai, na voz; o Filho, no homem; o Espírito, na nuvem clara.
             
              A Transfiguração dá-nos um antegozo da vinda gloriosa do Cristo. Mas ela nos lembra também "que é preciso passarmos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus" (At 14,22). Pedro ainda não tinha compreendido isso ao desejar viver com Cristo sobre a montanha.

Este não é momento de vanglória, de exaltação, por isso Jesus proíbe de contarem. Os outros podiam não entender. Como os discípulos mesmo não entenderam que ali se deu uma breve demonstração da ressurreição de Jesus.
A Transfiguração de Jesus revela que: Jesus é plenamente humano e divino.

Deus Pai nos diz: “Ouvi-O”. Devemos ouvir Jesus. Ele é a comunicação de Deus para todo universo.
Escutando e vivendo o que Jesus diz, nós nos transfiguramos = ressuscitar.

Em cada um dos nossos pequenos atos de amor, de bondade e misericórdia ai acontecendo a nossa ressurreição = nos transfiguramos e vamos transfigurando o mundo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Exaltação da Santa Cruz

A festa da Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro) é a festa da Exaltação do Cristo vencedor da morte e do pecado por seu corpo dado e sangue derramado no alto da cruz.

O pecado e a morte: Quando Adão e Eva desobedeceram a Deus e comeram o fruto, o pecado entrou no mundo. Aquele foi o primeiro pecado. E quando o pecado entrou no mundo, a morte veio com ele.
Existem 2 tipos de morte, e ambos vieram sobre Adão e Eva e sobre o mundo: a morte física e a morte espiritual. Isso significa estar separado de Deus.
Quando o pecado entrou no mundo, a morte espiritual veio com ele. Fechou as portas do Paraíso (Céu). Ninguém mais poderia entrar lá.
O pecado de Adão chama-se original, porque, tendo sido cometido por vontade de Adão, origem de toda a humanidade, se transmite a todos os seus descendentes por geração natural.
Somente Maria foi preservada do pecado original.

Deus poderia ter abandonado o homem desobediente. Mas pela sua infinita bondade, permitiu que o seu Filho Jesus viesse a terra reparar o mal ocasionado pelo pecado de Adão.
Não seria certo ou justo para Deus simplesmente perdoar a todos. Há um preço a ser pago pelo erro cometido. Jesus veio para pagar o alto preço. Ofereceu a sua vida em expiação a Deus pelos pecados da humanidade, para que pudéssemos entrar no céu.
            A única maneira de evitar a morte para sempre (espiritual) é confiar em Cristo.
            “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto,
assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nEle crerem tenham a vida eterna”(Jo 3,14-15).
            Com o batismo, mergulhamos na morte e ressurreição de Jesus e o pecado original é apagado. É na morte de Cristo que fomos batizados (Romanos 6,3ss)
É pela cruz que se abre a nós a porta do Paraíso definitivo.

A morte de Jesus faz parte do projeto de Deus:
Deus não enviou seu Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Ao entregar seu Filho por nossos pecados, Deus manifesta seu amor. Este amor não exclui ninguém. Não há, não houve e não haverá nenhum homem pelo qual Cristo não tenha sofrido.
Jesus deu-nos, pelo sofrimento da cruz, a maior prova de amor. Não existe outro símbolo mais expressivo que nos recorde, com tanta intensidade, o amor de Cristo por nós.
É assim que a cruz é exaltada por São Paulo e colocada, com destaque, em todos os lugares mais especiais onde os cristãos vivem, se reúnem e celebram.
(Hb 9,28) Cristo abraçando a cruz por amor converteu, realmente, este símbolo de morte em instrumento de vida e salvação, tirando o pecado de muitos.
Cristo crucificado não representa um pobre coitado, morto sem poder defender-se dos malvados. “O Pai me ama, porque dou a vida para depois retomá-la. Ninguém a tira de mim. Sou eu que a dou”. (Jo 10,17-18)

A cruz é o símbolo do amor, acima do sofrimento e da dor.

            Deus não fez o milagre de tirar Cristo da cruz, para dizer que a humanidade não pode ser salva a troco de milagres e mais milagres. Deus não tirou a cruz de Jesus. Não tira a nossa também. Ele nos ajuda a carregá-la (cruzes são os sofrimentos, doenças, tristeza, responsabilidades...).
             Jesus não disse que se o seguíssemos não teríamos sofrimentos. Ele disse: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me" (Mt 16,24).
            Quando unimos nosso sofrimento, com o sofrimento de Cristo, estamos colaborando com a nossa redenção.
            Precisamos também ser Cirineus: ajudar os outros a carregarem sua cruz.
ð A glorificação da cruz na Sexta feira santa ou em qualquer outro dia, significa que, pelo símbolo da cruz, estamos nos gloriando de Cristo, o Filho de Deus que, por nossa salvação, pendeu na cruz, mas está vivo, verdadeiro e ressuscitado.
ð O beijo da cruz nos lembra, o quanto Cristo sofreu por nós, por causa de nossos pecados, e o quanto lhe devemos ser gratos.
ð São Paulo proclamou: "Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos, mas para os eleitos ele é força e sabedoria de Deus!"(1Cor 1).
            ð Para o cristianismo a cruz é o símbolo maior de fé, com cujos traços nos persignamos. Precisamos nos persignar como proteção.
            ð Traçando o sinal da cruz em nossa fronte, louvamos e bendizemos a Santíssima Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo.
            ð Na cerimônia batismal o primeiro sinal de acolhida à criança recém-nascida é o sinal-da-cruz traçado em sua fronte pelo Padre, Pais e Padrinhos, sinalando-a para sempre com a marca de Cristo.
            ð A cruz não é uma divindade, um ídolo, feito de madeira, barro, bronze, mas ela é para nós santa e sagrada, porque dela pendeu o Salvador do mundo.
            ð Ela é o símbolo universal do cristão.
            ð Com orgulho e devoção ela é a nossa marca, o sinal de nossa identidade, vocação e missão.
            ð A cruz de Jesus é símbolo de vida. Não há maior amor que dar a vida por aqueles que ama.
            ð Usamos cruzes no pescoço para manifestar a nossa fé.

JESUS NÃO É SÓ CRUZ, É LUZ!

A Cruz

          Sonhei um dia que estava em uma grande procissão, uma verdadeira multidão, e todos carregavam, nas costas, uma cruz. Cansado, com a caminhada e o peso da cruz, uma noite, enquanto todos dormiam, resolvi diminuir o tamanho da minha cruz. E serrei-a. No dia seguinte iniciamos a caminhada. Percebi que em determinado lugar à multidão foi se aglomerando, até que chegou a minha vez. Eu tinha que atravessar um abismo e para atravessá-lo era necessário colocar a cruz no vão e passar por sobre ela. Todos foram, eu fiquei, pois minha cruz era pequena para o tamanho do abismo (ex: suicídios, deficientes e idosos abandonados, casamentos desfeitos...)

Escolha o tamanho da sua cruz
            Tadeu vivia reclamando da vida, dizia que já não agüentava mais tanto sofrimento, contas para pagar, aluguel, comida, ônibus lotado etc... Um dia no meio de suas reclamações, apareceu-lhe Deus e disse:  Tadeu, por quê reclamas tanto da vida? Ele disse, meu Deus, não agüento mais esta minha cruz, ela é muito pesada para mim. Então Deus pensou um pouco e disse: Bom apesar de reclamar muito da vida, você tem sido um bom homem, então vou deixar que você escolha a cruz que deseja carregar... Tadeu ficou muito contente... Deus então mandou ele entrar numa sala e escolher a cruz que achasse melhor... Tadeu entrou na sala e ficou olhando para cada tipo de cruz que havia na sala, desde uma gigantesca até uma pequenina no canto da sala.
Então, ele que não era bobo correu e agarrou a pequena e gritou para Deus... Pronto já escolhi! Eu quero esta pequenina aqui! Deus então mandou Tadeu olhar atrás da cruz e ler em voz alta o nome que estava gravado nela. Ele virou-a e viu seu nome gravado nela...
            Moral da História: Temos a mania de transformar uma simples garoa em uma tempestade...
(Se nossa cruz não é tão pesada, ajudemos os outros a carregarem as suas: fome, desemprego, falta de ânimo, tristeza, dificuldades...).
Música: Ninguém te ama como eu


Tertuliano († 200) atesta: “Quando nos pomos a caminhar, quando saímos e entramos, quando nos vestimos, quando nos lavamos, quando iniciamos as refeições, quando nos vamos deitar, quando nos sentamos, nessas ocasiões e em todas as nossas demais atividades, persignamo-nos a testa com o sinal da Cruz”. S. Hipólito (†235), descrevendo as práticas dos cristãos do século III: “Marcai com respeito as vossas cabeças com o sinal da Cruz. Este sinal da Paixão opõe-se ao diabo e protege contra o diabo, se é feito com fé, em virtude da convicção de que é um escudo protetor”. Os mártires se persignavam com o sinal da Crus antes de enfrentar a luta final. Oração de São Bento:"A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo teu veneno!"

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Exaltação da Santa Cruz

No dia 14 de setembro celebramos, em toda a Igreja, a festa da Exaltação da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O imperador romano Constantino, filho de Santa Helena, converteu-se ao Cristianismo e favoreceu decisivamente a liberdade dos cristãos, e a difusão da Igreja por toda parte, no império romano. Constantino mandou construir duas basílicas em Jerusalém: uma sobre o Calvário e outra sobre o Santo Sepulcro. Elas foram dedicadas e consagradas no dia 13 de setembro de 335. A partir de então, no dia seguinte, 14 de setembro, reunia-se o povo em solenidade para mostrar o que havia restado da Santa Cruz de Jesus, ensinando e exortando os cristãos sobre o significado da Cruz. Desse costume louvável surgiu a festa da Santa Cruz, celebrada nesse dia 14 de setembro.

A essa data acrescentou-se a lembrança da vitória do imperador Heráclio sobre os persas, em 630, dos quais o imperador arrebatou e recuperou as relíquias da Santa Cruz, então levadas de volta solenemente para Jerusalém. Desde esse acontecimento, celebramos na mesma data a festa do triunfo da Cruz de Jesus Cristo.

A Cruz: nossa identidade!
A Cruz é o sinal que identifica os cristãos. Este sinal de identidade surgiu do fato histórico e místico da Morte de Jesus Cristo, pregado numa Cruz. O Plano divino de Deus Pai para a salvação da humanidade devia passar pela Encarnação, Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. A Paixão e Morte de Jesus, na Cruz, foi o preço exigido por Deus Pai para a salvação da humanidade.

A entrega livre e voluntária que Jesus fez de si mesmo à Vontade salvífica do Pai, abraçando e carregando a Cruz, deixando-se crucificar, sofrendo todos os horrores de uma crucificação e morrendo na Cruz, resultou na salvação da humanidade, bem como em todas as graças e bênçãos já alcançadas, e em todas as que ainda irão acontecer na humanidade. A Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus são a fonte de todas as graças e bênçãos que já aconteceram desde a criação do mundo, e que continuarão a acontecer até o fim dos tempos.

No tempo de Jesus, a Cruz era a forma de pena de morte que o direito romano aplicava aos grandes criminosos condenados à morte. Assim como em nossos tempos, onde ainda existe a pena de morte e ela é a aplicada por meio da cadeira elétrica, ou de uma injeção letal, ou por enforcamento, ou por fuzilamento etc., assim, a lei romana determinava a pena de "crucificação" aos condenados à morte. Esta lei foi aplicada a Jesus, por ter sido condenado à morte. Ele foi crucificado. A Cruz, portanto, era instrumento de condenação, de castigo máximo, de morte.

Com a crucificação e Morte de Jesus, a Cruz recebeu um "novo" significado. Um significado, aliás, exatamente oposto. Antes da Morte de Jesus, a Cruz era símbolo de condenação, de sofrimento e de morte. Agora, após a crucificação e Morte de Jesus, a Cruz é símbolo de salvação, de vida, de bênção, de libertação, de cura e de santificação. Antes era maldição. Agora é salvação!

O poder da Cruz
É preciso compreender de imediato que o poder salvífico da Cruz não está simplesmente no fato de ela ser uma Cruz. Sua força de vida e salvação, de bênção e santidade, não está nas duas traves encaixadas em forma de Cruz. O que lhe dá o novo significado é o fato de Jesus, Filho de Deus, tê-la abraçado livremente, carregado com paciência e de ter sacrificado Sua Vida, entregando-Se à morte de Cruz. Quem dá o novo sentido à Cruz é Jesus crucificado e ressuscitado. Desvinculada da Pessoa de Jesus, a Cruz não tem o menor significado, e nenhum poder.

A presença deste sinal em inúmeros lugares: no cimo das torres das igrejas, dentro das catedrais, santuários, igrejas, capelas, oratórios, tumbas de cemitério, bem como em nossas casas, dentro dos carros, pendurada em nosso pescoço etc., bem demonstra a "força do simbolismo" da Cruz redentora de Jesus. Ao olharmos para as cruzes, recordamos Jesus crucificado, o qual é a razão de nossa salvação, libertação, bênção e santificação. Quer com o Corpo de Jesus pendurado, quer sem Ele, a Cruz fala muito alto e forte. Ela proclama que possuímos um Salvador. Ela revela que fomos salvos graças à crucificação de Jesus. Ela conclama, grita e insiste para que nós nos apropriemos da salvação realizada por Jesus na Cruz. Ela convida a que aceitemos Jesus Cristo, creiamos n'Ele, vivamos em Sua Igreja, busquemos a salvação em Seus Sacramentos e em todos os outros canais de graças e bênçãos existentes na Igreja.

Traçamos muitas vezes o Sinal da Cruz sobre nós mesmos, exatamente com a finalidade de atrair sobre nós a salvação de Jesus, a proteção do seu poder, as bênçãos de que temos necessidade, bem como para afastar de nós o inimigo de nossa salvação, com suas tentações e seduções.

Jesus: poder da Cruz
O crucifixo pendurado ao pescoço não é um amuleto, com força mágica para afastar o mal e atrair o bem. Trazer o crucifixo ao pescoço deve significar uma profissão de fé em Jesus vivo, que pelos méritos de Sua Morte na Cruz e por Seu Amor pessoal para conosco, quer salvar-nos, quer nos libertar dos males e tentações, enfim deseja nos abençoar.

A Cruz precisa ser compreendida como um "canal" condutor de graça. O canal é apenas um instrumento para conduzir aquilo que se deseja: a água, por exemplo.

A Cruz redentora de Jesus é o "grande canal" que não apenas nos lembra a salvação adquirida pela Morte de Jesus, mas é, na sua essência, o grande canal das graças e bênçãos que nos foram conquistadas por Jesus, com Sua Morte de Cruz. Graças e bênçãos que, aliás, recebemos pelos Sacramentos, por todas as formas de ações litúrgicas, pela Palavra de Deus, bem como por todas as formas de culto divino, quer eclesial e público, quer privado.

Se, antes da crucificação de Jesus, a Cruz era sinal de condenação, de sofrimento e de morte, agora, exatamente por causa da Morte de Jesus em seus braços, ela se tornou sinal e instrumento de salvação, de vida, de santificação e de glória. Antes, condenação. Agora, salvação. Antes, morte. Agora, vida. Antes, vergonha. Agora, glória, exaltação, honra e poder. Tudo pelo amor e pelos méritos de Jesus Cristo, filho de Deus, Salvador e Senhor nosso.

domingo, 11 de janeiro de 2009

TERÇO MISSIONÁRIO


Santa Teresinha, a padroeira das Missões, falando da oração, declarou: “Para mim, a oração é um impulso do coração, um simples olhar, dirigido aos céus, um grito de gratidão ou de amor em meio a provações ou alegrias. É algo muito grande, sobrenatural, que me dilata a alma e me une a Jesus”. Em sua simplicidade, Santa Teresinha assegura que a reza do Rosário “é como o fermento que faz crescer a massa e que pode transformar os corações”. Lúcia, a vidente de Fátima, chega a dizer: “Se neste mundo atormentado todos recitassem diariamente o Rosário, Nossa Senhora faria maravilhas na vida de cada um”. E João Paulo II um dia exclamou: “Quem dera renascesse o belo costume da reza do terço em família”. O Rosário dilata a nossa alma e nos une a Maria e a seu filho Jesus.
As cinco cores do terço missionário simbolizam os cinco continentes onde os missionários estão anunciando a Boa Nova da salvação. Rezar o terço missionário é dar à oração um sentido católico, pois rezamos por todas as pessoas, sem distinção.
1ª Dezena: (cor verde) Reza-se pela África - cor verde, recordando suas imensas florestas verdes, seus conflitos, violências e toda sorte de sofrimentos e também a esperança do crescimento da fé, graças á presença e ação evangelizadora de tantos missionários e missionárias. A Igreja africana é jovem, dinâmica, cheia de vitalidade e de grandes esperanças para o futuro, apesar dos conflitos e contradições ali existentes. A Igreja coloca na África as suas esperanças devido ao entusiasmo com o qual suas populações acolhem a mensagem do Evangelho.
2ª Dezena: (cor vermelha) Reza-se pelas Américas - cor vermelha, por causa da cor da pele dos primeiros habitantes, os índios, os "peles vermelhas". Também, a terra vermelha por causa do sangue derramado por estes povos na época das conquistas e pelos mártires de ontem e de hoje. O continente americano conta com o maior número de católicos de todo o mundo. No entanto, é um continente com enormes desigualdades sociais onde se faz urgente a ação missionária e profética da Igreja, no anúncio da justiça e da solidariedade.
3ª Dezena: (cor branca) Reza-se pela Europa - cor branca, ligada, só raças brancas e por causa da presença do Papa, Mensageiro da Paz, o grande missionário do mundo. Foi da Europa que partiram boa parte dos missionários para todos os continentes. Contudo, ainda há muito que fazer.
4ª Dezena: (cor azul) Reza-se pela Oceania - cor azul que lembra sua formação pelas inúmeras ilhas cercadas pelas águas azuis de seus mares. Este Continente necessita de missionários(as), mas que já envia seus evangelizadores, inclusive para nosso Brasil.

5ª Dezena: (cor amarela) Reza-se pela Ásia - cor amarela, das raças amarelas, berço das antigas civilizações, culturas e religiões. Na Ásia encontra-se mais da metade da população do planeta e a menor porcentagem de cristãos. Suas populações vivem os extremos da riqueza e da pobreza. Mesmo com os avanços da tecnologia, continuam existir áreas de pobreza absoluta.

sábado, 10 de janeiro de 2009

A COMUNIDADE CELEBRA COM GESTOS E SÍMBOLOS LITÚRGICOS.


            “Em nossas celebrações religiosas há muitos objetos, gestos e atitudes especiais de pessoas. Eles entram na Liturgia como símbolos e sinais significativos”.
            Os Gestos e posturas são muitos importantes como atitude da assembléia em oração. Também são formas de rezar.

Objetos Usados na Missa
Toalha: é sinal de mesa posta para refeição.
Água: Trata-se de água natural. É usada para purificar as mãos do sacerdote e para ser misturada com o vinho, simbolizando a união da Humanidade com a Divindade em Jesus. Também é usada para purificar o TURÍBULO: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.cálice e a âmbula.
Âmbula: É semelhante ao cálice, mas possui uma tampa. Nele se colocam as hóstias. Após a missa, é guardada no sacrário, juntamente com as hóstias que foram consagradas.
Cálice: É uma taça geralmente revestida de ouro ou prata. Nele se deposita o vinho a ser consagrado.
Corporal: É uma toalhinha quadrada. Chama-se corporal porque sobre ela coloca-se o Corpo do Senhor (cálice e âmbula), no centro do altar.
Crucifixo: Sobre o altar ou acima dele, existe um crucifixo para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu sacrifício redentor. Vemos em Mt 26-28, que Jesus deu a seus discípulos o "sangue da aliança que será derramado por muitos para o perdão dos pecados".
Flores: Em dias festivos pode-se usar flores, não sobre o altar, mas ao lado deste. Sobre o altar usa-se decoração com motivos litúrgicos, tais como o pão e o vinho, o trigo e a uva, além das velas e crucifixo. No tempo da Quaresma não se usa flores; durante o Advento, admite-se seu uso desde que seja com moderação, para não antecipar a alegria do Natal.
Galhetas: São duas jarrinhas em vidro ou metal. Em uma vai a água e na outra, o vinho. Estão sempre juntas sobre um pratinho no altar.
Hóstia: É feita de pão de trigo. A palavra significa "vítima que será" sacrificada. Há uma hóstia grande para o sacerdote e pequenas para o povo. A do sacerdote é grande para que possa ser vista de longe pelo povo durante a elevação e também para ser repartida entre alguns participantes, em geral os ministros.
Lecionário: Livro que contém todas as leituras da Bíblia, de acordo com a missa do dia.
Manustérgio: Toalha que serve para enxugar as mãos do sacerdote, durante o ofertório. Costuma a acompanhar as galhetas.
Missal: É um livro grosso que contém todo o roteiro do rito da missa, com exceção das leituras que se encontram no lecionário.
Pala: É uma peça quadrada e dura (um cartão revestido de linho). Serve para cobrir o cálice.
Patena: É um pratinho de metal. Sobre ela coloca-se a hóstia maior.
Sanguinho: É uma toalha branca e comprida, usada para enxugar o cálice e a âmbula.
Velas: Sobre o altar ficam duas velas. A chama da vela simboliza a fé que recebemos de Jesus, Luz do Mundo, no batismo e na confirmação. É sinal de que a missa só tem sentido para quem vive a fé.
Vinho: É vinho puro de uva. Assim como o pão se converte no verdadeiro Corpo de Cristo, também o vinho se converte no verdadeiro Sangue do Senhor, vivo e ressuscitado.
TURÍBULO: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.
CONOPEU: Cortina colocada na frente do sacrário.
CREDÊNCIA: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
LAMPARINA: É a lâmpada do Santíssimo.
LAVATÓRIO: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.
A cadeira do padre ou bispo chama-se cátedra, isto é, lugar daquele que ensina. Por isso, a igreja onde o bispo preside chama-se catedral.

As Vestes Litúrgicas
            Para lidar com as coisas santas, o sacerdote utiliza-se de sinais sagrados, usando vestes que o distinguem das outras pessoas. As vestes representam o Cristo cheio de glória e simbolizam a comunidade que crê no Cristo ressuscitado.

Alva: É uma veste muito semelhante à túnica, sendo toda branca. Simboliza a nova vida, a pureza e a ressurreição.
Amito: Usado por alguns sacerdotes, é um pano branco que envolve o pescoço e que é colocado sob a túnica ou a alva.
Casula: É colocada sobre todas as vestes e também cobre todo o corpo. A cor da casula varia de acordo com o tempo litúrgico (branca, verde, roxa, vermelha...). É uma veste solene, ampla, usada nos dias festivos como o Natal, a Páscoa e o Corpus Christi. Simboliza a paz e a caridade que devem envolver todos aqueles que se aproximam do altar.
Cíngulo: É um cordão que prende a alva ou a túnica à altura da cintura. Simboliza a vigilância, lembrando as cordas com as quais Jesus foi amarrado.
Estola: É uma faixa vertical, separada da túnica, que desce a partir do pescoço do sacerdote em duas partes sobre o peito, uma de cada lado. Sua cor também varia de acordo com o tempo litúrgico. Simboliza o poder conferido ao sacerdote, a caridade, o perdão, a misericórdia e o serviço.
Túnica: É um manto longo, geralmente na cor branca, bege ou cinza clara, que cobre todo o corpo. Lembra a túnica que Jesus usava, "sem costura de alto a baixo", sobre a qual os soldados romanos tiraram a sorte para decidir quem ficaria com ela.

GESTOS:
Sinal da cruz É o sinal dos cristãos. Faz uma cruz com a mão direita aberta, da testa ao peito, e do ombro esquerdo ao direito, dizendo: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
O sinal da cruz de muita gente parece mais um espanador. O indivíduo dá uma “espanada”, umas “voltinhas” com a mão direita na frente do peito, depois de ter dado uma apontada com o indicador para cima. Termina com um beijinho nos dedos. Cristo morreu numa cruz, não num espanador...
Persignar-se é fazer três cruzes com o dedo polegar da mão direita aberta: a primeira na testa, para que Deus nos livre dos maus pensamentos; a segunda na boca, para que Deus nos livre das más palavras; a terceira no peito, para que Deus nos livre das más obras, que nascem do coração, dizendo: Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Genuflexão: Gesto de adoração diante do Santíssimo Sacramento. Só nos ajoelhamos diante de Deus, ou com o pensamento voltado para Ele. Alguns dão um “sustinho” e pensam que está certo.
Inclinação do corpo ou da cabeça é sinal de respeito e humildade. Faz-se na Igreja quando não há Santíssimo.
Sentado: Posição de escuta, para ouvir e acolher as leituras e a homilia.Também permanecemos sentados durante o ofertório, quando as oferendas são apresentadas ao Senhor.
Em pé: Sinal de Ressurreição. Posição daquele que ouve e está pronto para obedecer. Sinal de disponibilidade.
De joelhos: Ajoelhar-se diante de alguém é reconhecer sua soberania.”Ao nome do Senhor, todo joelho se dobre no céu, na terra e debaixo da terra”. (Fi 2,10)
Inclinado: Sinal de penitência, na oração do ato penitencial e na hora do “sim” durante a bênção.
Mãos levantadas: Sinal de Ressurreição. Simbolizam o orante, aquele que suplica, aquele que entrega, aquele que louva.
Em procissão: A história da salvação começou com uma procissão: Abraão e sua família saem rumo à terra prometida; atualmente seu sentido é o de uma peregrinação do povo de Deus rumo à casa do Pai.
Sacrário – A luz acesa, significa que o Santíssimo está presente, ou seja, a Hóstia Consagrada.
Santos - São para nos lembrar que alguém já conseguiu chegar à perfeição. Os santos são nossos modelos. Exemplos de vida. Nossos intercessores (O povo pedia a Samuel e a Jeremias que rogasse a Deus por eles. Por isso nós também pedimos pela intercessão dos anjos e santos). Os santos não são deuses. Não podemos colocar os santos antes de Deus.
Imagem é recordação, lembra algo, além dela, fora dela. Imagem sacra recorda uma pessoa santa, alguém que viveu a fé. Nunca a imagem é um ser em si mesmo, aí deixaria de ser imagem, passaria a ser realidade. Deus manda Moisés fazer 2 querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança. Manda, também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima duma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas, e esteve exposta no templo 200 anos 2Rs18,4. Manda ainda, a Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois, leões etc (I Reis 6,23-35 e 7,29). Gedeão, juiz de Israel, fabricou com ouro, uma figura de Javé a quem os israelitas prestavam culto Jz18,31. Micas fez uma efígie de prata de Javé e estabeleceu um santuário para prestar-lhe culto Jz18,31. Rei Davi tinha em sua casa imagens divinas. 1Sm19, 11-13.
Eram abundantes a quantidade de imagens, pinturas, estátuas e ornamentos que enchiam o grandioso templo de Javé, em Jerusalém. Não se trata de adorar uma imagem, mas sim de adorar a Deus, através do estímulo que a imagem pode oferecer. Quando você viaja e fica longe da sua mãe. Logo fica com saudade então você pega o retrato dela e beija, acaricia,... Mas está lembrando da pessoa. Assim também nós fazemos com as imagens.

Lecionário Dominical – a Palavra de Deus nos Domingos
No Lecionário Dominical encontramos as leituras para todos os Domingos do ano litúrgico, que se dividem em ano A (Mateus), ano B (Marcos) e ano C (Lucas). Para cada Domingo haverá uma seleção de primeira leitura, Salmo responsorial ou de meditação, segunda leitura, aclamação ao Evangelho com o versículo aleluiático e o próprio Evangelho.
Lecionário Semanal – o nosso dia-a-dia guiado pela Palavra de Deus.
Já no caso do Lecionário semanal há uma divisão um pouco diferente. Na semana, o lecionário divide a primeira leitura e o Salmo de meditação entre ano par e ano ímpar. Somente o Evangelho é o mesmo, seja ano par, seja ano ímpar. No caso do Evangelho durante as Eucaristias na semana, no decorrer de um ano litúrgico percorremos os principais textos dos quatro Evangelhos.
Lecionário Santoral – os Santos e Santos vistos à luz da Palavra de Deus.

O lecionário santoral, é utilizado nas festas dos Santos. Traz sempre leituras, Salmos responsoriais e Evangelhos que nos ajudam a focalizar a vida daquele Santo que se deixou guiar pela Palavra de Deus. No Domingo, sempre prevalecem as leituras do Domingo correspondente.