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quinta-feira, 10 de julho de 2014

O que é a empatia?

Colocar-se no lugar do outro: a empatia.

O valor da empatia ajuda a reavivar o interesse pelas pessoas que nos cercam e, dessa maneira, desenvolver relações interpessoais harmônicas, pois às vezes as preocupações e a correria do dia a dia nos levam a centrar-nos em nós mesmos e a tornar-nos indiferentes diante dos outros. 

Você realmente conhece as pessoas com as quais convive? 
Procura escutá-las e ajudá-las? Sabe o que sentem e o que pensam? 
A indiferença e o individualismo são alguns dos males da nossa época, e por isso é frequente esquecer que ao nosso lado há seres humanos iguais a nós. 

A empatia é um valor que otimiza as relações, promovendo uma convivência saudável, seja na família, no trabalho ou no convívio social. 


O que é a empatia?

Empatia é a habilidade de colocar-se no lugar do outro para entender suas necessidades, sentimentos e problemas. Para adquiri-la, é preciso escutar ativamente as pessoas e captar suas emoções, para assim chegar a uma relação próxima e compreensiva. A empatia permite a compreensão das emoções e atos alheios, sem ter necessariamente que concordar com os outros. 
Esta virtude também requer aprender a afastar-se do “eu” (meus pretextos, razões, ideias, pensamentos) para saber pensar a partir da ótica do outro. Esta aprendizagem leva à ampliação das percepções e evita que julguemos os outros fechando-nos em um ponto de vista. 
Daniel Goleman, autor pioneiro de temas relacionados à inteligência emocional, explica que “a consciência de si mesmo é a faculdade sobre a qual se constrói a empatia, já que, quanto mais abertos nos encontremos às nossas próprias emoções, maior será nossa destreza na compreensão dos sentimentos dos outros”. 

"A empatia é a capacidade de vivenciar a maneira como a outra pessoa sente, o que leva a uma maior compreensão do seu comportamento e da sua forma de tomar decisões".
A empatia permite conhecer e compreender melhor as pessoas por meio da convivência cotidiana; dessa forma, é possível melhorar as relações familiares, obtendo uma maior colaboração e entendimento entre todos; com o parceiro(a), a relação se torna cada vez mais estável e alegre; com os amigos, garante uma amizade duradoura; com os conhecidos, abre a possibilidade de novas amizades; no trabalho, ajuda a ser mais produtivo, gera interesse pelos colegas. 
As pessoas que desenvolveram um bom nível de empatia são capazes de “adivinhar” o que os outros estão sentindo, pois se antecipam às suas necessidades e sabem identificar as oportunidades comunicativas que as outras pessoas lhes oferecem. 
Então, a empatia é a capacidade de vivenciar a maneira como a outra pessoa sente, o que leva a uma maior compreensão do seu comportamento e da sua forma de tomar decisões. 

Como ser empáticos? 
Viver este valor é simples quando a pessoa se empenha em pensar um pouco mais nos outros e age em coerência com isso. Portanto, é preciso cuidar dos detalhes que reafirmarão este valor: 
- Procurar sorrir sempre, pois isso gera um ambiente de confiança e cordialidade. A serenidade que se manifesta desarma até o mais exaltado. 
- Dar prioridade aos assuntos dos outros e depois aos próprios. Após ter escutado, a pessoa que se aproximou certamente terá a capacidade de entender nossa situação e estado emocional, e assim estará disposta a ajudar-nos. 
- Não é recomendável fazer um julgamento prematuro das pessoas. Quando alguém se aproxima de nós, possivelmente é porque precisa de alguém para conversar. 
- Caso não seja o momento adequado, por falta de tempo ou outras razões, é preciso expressar-se com cortesia e delicadeza (o que também é empatia); assim, as pessoas se sentirão igualmente atendidas. No entanto, não se deve deixar passar muito tempo para conversar com a pessoa. 
- Evitar demonstrar pressa, tédio, cansaço, nem dar respostas taxativas ou distrair-se em outras coisas enquanto se está em uma conversa. 
- Alguns gestos amáveis são demonstrações de carinho que podem valer o mesmo ou mais que as palavras, sobretudo quando a pessoa passa por um mal momento. 
Concluímos dizendo que a empatia é um valor indispensável em todos os aspectos da vida, permite enriquecer as relações interpessoais e ao mesmo tempo cultivar outros valores, como confiança, solidariedade, amizade, compreensão, generosidade, respeito e comunicação.

http://www.a12.com/
Fonte: LaFamilia.info.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sofrimento, matéria-prima da Redenção

“Deus não desejou o sofrimento, este não é Sua obra, mas, do homem”.
O sofrimento e a morte, sua companheira do fundo do tempo, lhe acenam. O que é que você vai fazer?
Revoltar-se? Aguentar passivamente? Negar pelo esquecimento? Queixar-se a todos e vingar-se?
Qualquer que seja a sua atitude, você não pode repudiar o sofrimento, nem subtrair-se ao trágico amplexo da morte.
Diante do sofrimento do outro, jamais você poderá deixar escapar um “bem feito!”.
Deus, porque ama infinitamente seus filhos, nunca pode rejubilar-se com o sofrimento. Ele “sofre” por ver você sofrer.
Depois do pecado desordem na ordem da criação revolta do homem contra Deus, recusa amar o amor, o Pai não deixou o homem entregue a si mesmo. Não o abandonou ao desespero, mas “de tal modo amou o mundo que lhe enviou seu Filho”…
Ao vir a Terra, Cristo encontrou três criaturas que não foram criadas por seu Pai: o pecado, o sofrimento e a morte.
Para restituir a paz e o amor ao homem, a harmonia ao mundo, era preciso que ele vencesse ao pecado, o sofrimento e a morte.
Do seu amigo você diz: eu o trago no coração. Por ele, tenho vergonha do meu pecado. Seu sofrimento me faz mal.
Com efeito, tão grande é o poder do amor que de tal forma une o amante à amada, o amigo ao amigo, que ele desposa tudo no outro.
Porque Cristo amou os homens com um amor infinito, uni-os todos a si: carregando todos os seus pecados, sofrendo todos os seus sofrimentos, morrendo sua morte.
Vítima do seu amor, sobre a Cruz, no pleno sentido de termo, Jesus disse a seu Pai: “Em vossas mãos entrego meu espírito”, sua alma, pesada com este triste fardo: os pecados dos homens: ei-los Pai, eu assumo a responsabilidade deles, e por eles peço perdão, “apaga-os”. Os sofrimentos dos homens com os meus, sua morte e minha morte, e os ofereço como penitência.
E o Pai lhe restituiu a VIDA. Este é o mistério da Redenção.
A mãe aceita sofrer as dores do parto, pois de seu sofrimento nascerá uma vida. Mas o que é odioso para o homem, o que ele não consegue suportar é sofrer a troco de nada.
Se você quiser que o seu sofrimento e o sofrimento do mundo sejam recuperados e sirvam para alguma coisa, precisa procurar, encontrar e unir-se a Cristo sobre a Cruz.
Por Cristo Redentor, o sofrimento inútil, absurdo e odioso, transforma-se em matéria-prima da Redenção.
Não é o sofrimento em si que resgata, mas o amor que em Cristo ilumina o dom desse sofrimento.
Você não pode amar o sofrimento; ele continua sendo um mal, mesmo após a morte de Jesus Cristo. Mas você pode amar a ocasião que ele lhe dá de oferecer, de amar e de salvar.
Fonte: Quoist, M. Construir o homem e o mundo. Livraria Duas Cidades,1971:São Paulo/SP. pp. 201-204.

sábado, 3 de maio de 2014

Por que as crianças inocentes sofrem?

Muitos perguntam também por que as crianças, tão inocentes, sofrem, e se Deus não estaria sendo injusto permitindo isto. Deus não pode ser injusto, senão não seria Deus.
As crianças e os inocentes sofrem porque participam da dignidade humana, e compartilham a sorte da humanidade.
O espiritismo quer explicar o sofrimento da criança pela via da reencarnação, pela lei do Karma, segundo a qual a pessoa estaria expiando as culpas dos pecados cometidos em vidas anteriores. As sucessivas reencarnações se repetiriam até a purificação total da pessoa.
Acontece que ninguém provou de maneira positiva a reencarnação. Em estado psíquico normal, sem hipnose, ninguém tem consciência de já ter vivido anteriormente. Até mesmo um grande adepto moderno da reencarnação reconhece que:
“O mais importante argumento contra a reencarnação é o esquecimento quase geral das vidas passadas; são extremamente raras as recordações da reencarnação; eis por que podem ser consideradas como ilusões individuais… Se é verdade que já vivemos algumas vezes, como se explica não só o esquecimento geral das vidas anteriores, mas o esquecimento dessas vidas por espíritos elevados e sobretudo pelos místicos, os quais penetram até a essência do ser?” (W. Lutoslawski, Preesistenza e Reincarnazione, 61s).
Se uma pessoa está sofrendo neste mundo, para se redimir de sua culpa, mas não sabe que culpa é esta, de nada vale o seu sofrimento. Se ela não conhece os erros que cometeu no passado, como poderá corrigir a sua vida? Como, então, poderá melhorar a sua vida através da reencarnação, se não sabe em que melhorar? Esta é uma grande incoerência da “lei do Karma”.
É interessante dizer que, mesmo sob estado hipnótico, em geral, as pessoas que dizem se lembrar de suas vidas anteriores, se identificam com pessoas ilustres e importantes; nunca com pessoas comuns. Douglas Home, observador desses fatos, dizia que já tinha encontrado doze Maria Antonieta, rainha da França, seis ou sete Maria Stuart, rainha da Inglaterra, muitos São Luiz, rei de França, uns vinte Alexandre Magno e César… Nunca encontrou alguém que dissesse que foi em outra vida uma pessoa sem importância.
Quando se visita uma clinica de doentes mentais também é possível encontrar alguns doentes que se identificam com personagens importantes da história.  Eu sou Napoleão!…
Então, a criança não sofre para pagar os pecados de uma suposta vida anterior. Ela sofre porque é solidária com a humanidade, e as consequências de seus erros a atingem também, embora inocente. Não é preciso inventar teorias complicadas para explicar o sofrimento; e nem mesmo culpar a Deus pelo erro que é nosso.
Deus não interfere no sofrimento da criança, a todo instante fazendo milagres para impedir o mal, para não destruir a ordem natural que Ele mesmo criou. Deus não quis fazer o homem e o mundo como um teatro de marionetes, teleguiado por Ele, não; Ele lhe impôs leis que regulam a vida e a natureza.
Em consequência do pecado, o sofrimento  e a morte fazem parte da história de todos os homens, inocentes ou pecadores. Muitas vezes um inocente morre por causa de um pecador. Os acidentes das estradas comprovam isto todos os dias; e ninguém pode culpar a Deus, mas sim os verdadeiros culpados que são os maus.
São Paulo ensina que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6,23); e esta pode atingir a todos, inocentes e culpados, porque a humanidade é solidária; é unida. Cada pecado atinge todos os a homens; assim como cada ato bom também atinge.
A fé ensina que Deus Pai, pelo sofrimento redentor de Jesus, resgatará todo sofrimento da criança inocente e fará cada uma ressuscitar um dia com Cristo.
Não devemos esquecer que os primeiros mártires da Igreja são os inocentes que morreram pelas mãos de Herodes, em Belém (Jr 31,15). Hoje são santos mártires da Igreja. O seu sofrimento não foi em vão. Não podemos olhar os fatos só com os olhos deste mundo; é preciso vê-los à luz da fé.
A paixão e morte de Jesus resgatou o mundo. Ouvi uma história muito bela que não sei se foi verídica, mas que faz a gente pensar.
Em algumas cidades americanas há aquelas pontes sobre um largo rio, formadas de duas partes que se abrem e levantam quando passam sob elas os navios.
Havia uma dessas pontes, que além de tudo continha uma estrada de ferro sobre ela. Um homem a operava. Quando vinha o trem ele baixava a ponte para ele passar, quando vinha um navio, ele a levantava comandando máquinas e engrenagens enormes, que ficavam sob os seus pés.
Certo dia o seu filho, pequeno, foi visitá-lo, com uma bola nas mãos. Ao brincar com a bola, esta escapou-lhe e caiu lá no meio das engrenagens. Logo o garoto desceu os degraus para pegar a bola, sem que o pai pudesse impedi-lo, e se meteu no meio das grandes engrenagens. E eis que o trem vinha vindo; e ele teria de baixar logo a ponte, sabendo que o filho estava lá em baixo correndo risco. Gritou desesperado para que o filho deixasse a bola e subisse, mas este não o ouvia. Eis que o trem se aproximava rápido, e ele sentiu que não teria tempo de ir buscar o garoto antes do trem passar… Ficou com o coração na mão… o dilema era enorme: se baixar a ponte as engrenagens matariam o seu filho, se não baixasse a ponte seria uma enorme tragédia, muitas pessoas pereceriam no acidente.
Não teve alternativa, com o coração sangrando e os olhos cheios de lágrimas, baixou a ponte (…) o trem passou, e as pessoas, como faziam de costume, lhe abanavam os lenços e lhe davam adeus e sorrisos (….)
O Pai entregou Jesus por nós assim (…). Ainda duvidaremos do seu amor? Por isso, diante da dor e da morte, mesmo de uma criança inocente, façamos silencio e jamais ousemos culpar a Deus; não somos dignos e nem capazes de compreender os seus santos desígnios. É melhor não crer em Deus, do que crer em um Deus que seja malvado.
Do Livro:
cpa_nao_vos_conformeis