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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Os Cinco Mandamentos da Igreja

Uma coisa que muitos católicos não sabem – e por isso não cumprem – é que existem os“Cinco Mandamentos da Igreja”, além dos Dez Mandamentos conhecidos. Eles não foram revogados pela Igreja com o novo Catecismo de João Paulo II (1992). É preciso entender que mandamento é algo obrigatório para todos os católicos, diferente de recomendações, conselhos, entre outros.
Cristo deu poderes à Sua Igreja a fim de estabelecer normas para a salvação da humanidade. Ele disse aos Apóstolos: “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita Aquele que me enviou” (Lc 10,16). E prossegue: “Em verdade, tudo o que ligardes sobre a terra, será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra, será também desligado no céu.” (Mt 18,18)
Então, a Igreja legisla com o “poder de Cristo”, e quem não a obedece, não obedece a Cristo, e conseqüentemente a Deus Pai.
De modo que para a salvação do povo de Deus, a Igreja estabeleceu cinco obrigações que todo católico tem de cumprir, conforme ensina o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Este ensina: “Os mandamentos da Igreja situam-se nesta linha de uma vida moral ligada à vida litúrgica e que dela se alimenta. O caráter obrigatório dessas leis positivas promulgadas pelas autoridades pastorais tem como fim garantir aos fiéis o mínimo indispensável no espírito de oração e no esforço moral, no crescimento do amor de Deus e do próximo.” (§2041)
Note que o Catecismo diz que isso é o “mínimo indispensável” para o crescimento na vida espiritual dos fiéis. Podemos e devemos fazer muito mais, pois isso é apenas o mínimo obrigado pela Igreja. Ela sabe que, como Mãe, tem filhos de todos os tipos e condições, portanto, fixa, sabiamente, apenas o mínimo necessário, deixando que cada um, conforme a sua realidade, faça mais. E devemos fazer mais.
1º – Primeiro mandamento da Igreja: “Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho”.
Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor, e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias (Código de Direito Canônico-CDC , cân. 1246-1248) (§2042).
Os Dias Santos – com obrigação de participar da missa, são esses, conforme o Catecismo: “Devem ser guardados [além dos domingos] o dia do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Epifania (domingo no Brasil), da Ascensão (domingo) e do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), de Santa Maria, Mãe de Deus (1º de janeiro), de sua Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Assunção (domingo), de São José (19 de março), dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo (domingo), e por fim, de Todos os Santos (domingo)” (CDC, cân. 1246,1; n. 2043 após nota 252) (§2177).
2º – Segundo mandamento: “Confessar-se ao menos uma vez por ano”.
Assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e perdão do Batismo (CDC, cân. 989). É claro que é pouco se confessar uma vez ao ano, seria bom que cada um se confessasse ao menos uma vez por mês, pois fica mais fácil de se recordar dos pecados e de ter a graça para vencê-los.
3º – Terceiro mandamento: “Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição” (O período pascal vai da Páscoa até festa da Ascenção) e garante um mínimo na recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã (CDC, cân. 920).
Também é muito pouco comungar ao menos uma vez ao ano. A Igreja recomenda (não obriga) a comunhão diária.
4º – Quarto mandamento: “Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja” (No Brasil isso deve ser feito na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa). Este jejum consiste em um leve café da manhã, um almoço leve e um lanche também leve à tarde, sem mais nada no meio do dia, nem o cafezinho. Quem desejar, pode fazer um jejum mais rigoroso; o obrigatório é o mínimo. Os que já tem mais de sessenta anos estão dispensados da obrigatoriedade, mas podem fazê-lo se desejarem.
Diz o Catecismo que o jejum “Determina os tempos de ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração (CDC, cân. 882)”.
5º – Quinto mandamento: “Ajudar a Igreja em suas necessidades”
Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades (CDC, cân. 222). Não é obrigatório que o dízimo seja de 10% do salário, nem o Catecismo nem o Código de Direito Canônico obrigam esta porcentagem, mas é bom e bonito se assim o for. O importante é, como disse São Paulo, dar com alegria, pois “Deus ama aquele que dá com alegria” (cf. 2Cor 9, 7). Esta ajuda às necessidades da Igreja pode ser dada uma parte na paróquia e em outras obras da Igreja.
Nota: Conforme preceitua o Código de Direito Canônico, as Conferências Episcopais de cada país podem estabelecer outros preceitos eclesiásticos para o seu território (CDC, cân. 455) (§2043).
Demos graças a Deus pela Santa Mãe Igreja que nos guia. O Papa Paulo VI disse que “quem não ama a Igreja não ama Jesus Cristo”.

Felipe Aquino

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Os dez Mandamentos em linguagem para criança

1º) Amar a Deus sobre todas as coisas – O amor de Deus nos torna felizes
Devemos amar a Deus porque Ele é bom; porque nos criou e nos ama e porque está sempre conosco.

O amor a Deus deve ser verdadeiro no amor que devemos ter com os nossos irmãos.

As pessoas que não amam a Deus usam o Seu nome para justificar a sua preguiça ou suas maldades. Dizem: “É Deus que quer assim” e deixam tudo do jeito que está: um mundo cheio de tristeza e de miséria. Deus não quer coisas ruins.

Você pode mostrar o seu amor a Deus, amando os seus irmãos.

__Como você pode fazer isso?

2º) Não tomar seu Santo Nome em vão

Deus é o Deus da Vida. Ele só quer que façamos coisas boas.

Quando alguém prejudica a Vida (pessoas, natureza, animais) e continua falando de Deus, está dizendo o nome de Deus em vão.

Deus é Santo. Merece respeito no seu nome, e também no nome da Virgem Maria, dos santos e nos lugares consagrados a Deus.

Deus está sempre junto com a gente.

__Você já sentiu isto?

3º) Guardar domingos e festas

Qual o sentido deste Mandamento? Será que é só uma questão de não trabalhar, de ir à Igreja e mais nada?

Não. O que Deus quer dizer é que precisamos reservar um tempo para refletir mais, para nos aproximarmos mais de Deus pela oração, pela Missa e pela prática do bem.

Assim, domingos e dias santos devem servir para a oração e para o lazer, para a vida em família e para a vida em comunidade.

Guardar domingos não é só “assistir” à Missa aos domingos. A Missa é importante para aumentar o nosso amor a Deus. Mas é importante reconhecer que o nosso compromisso com Deus é realizado aqui na terra através do nosso amor, do carinho e da solidariedade para com todas as pessoas.

Somos felizes quando amamos a Deus.

__O que é a Missa para mim?

4º) Honrar pai e mãe

Honrar significa respeitar, estimar, obedecer e amar.

É o que devemos ter para com nosso pai e para com nossa mãe.

Eles formam a família. E é na família que a semente da vida é plantada.

É na família que você nasce, cresce e aprende a se relacionar com os outros.

A família é nosso primeiro mundo.

É preciso amar muito a família.

Devemos também ter carinho para com as pessoas mais idosas, os doentes, os vizinhos, os professores, os amigos, porque todos eles, e nós também, fazemos parte da grande família de Deus.

__Onde moram as crianças que não têm família?

__O que sua família e sua comunidade podem fazer por estas crianças?

__O que você poderá fazer para que sua família seja mais unida e mais feliz?

__Vamos fazer uma oração pela nossa família.

5º) Não matar

Devemos respeitar a nossa vida e a vida de todas as pessoas, porque ela é o Dom mais precioso que Deus nos deu.

Deus não quer a morte, nem a destruição. Deus é o Deus da vida!

Desde a concepção a criança tem o direito à vida

Vamos ver como podemos seguir este mandamento:

- Cuidando bem do nosso corpo e da nossa saúde.

- Não sendo violento e malcriado, nem ferindo as pessoas com palavras e atitudes grosseiras.

- Cuidando da vida dos animais e das plantas.

- Dando aos outros exemplos de amor e de amizade.

- Vida é: amor, perdão, saúde, alimentação, compreensão, oração, estudo.

6º) Não pecar contra a castidade

Este mandamento diz que as pessoas precisam se fazer respeitar.

No namoro devemos respeitar o outro, pois só através desse respeito é que nasce o amor de verdade.

Muito importante também é a fidelidade no casamento. O casamento não é uma aventura. Não é para um dia. É para toda a vida. Quando o esposo e a esposa são felizes, toda a família é feliz.

A pornografia, a malícia, práticas homossexuais, filmes imorais também são contrário a vontade de Deus.

7º) Não furtar

Deus criou um mundo cheio de beleza, com lugar para todos. Então, por que uns não têm onde morar, nem o que comer?

Porque algumas pessoas são muito egoístas e querem tudo só para si. Aí, muita gente fica sem nada.

Do mesmo jeito, a pessoa que rouba ou estraga alguma coisa de alguém está sendo injusta...

Por isso é que nós, cristãos, devemos trabalhar para ter o que precisamos, sem tirar o que é dos outros.

- O que devemos fazer para ajudar os pobres que não têm o necessário para viverem?

- Você já ouviu falar sobre desvio de dinheiro público?

Meu compromisso:

Por acaso, se eu peguei alguma coisa sem licença, nesta semana eu vou devolver e vou pedir desculpas.

8º) Não levantar falso testemunho

Falar a verdade- este é o mandamento que nos ensina a ter lealdade e sinceridade.

Não devemos jurar. Deus não gosta que a gente faça juramento.

Nossa conversa deve ser: sim ou não.

Jesus fica triste com aqueles que por fora são de um jeito e por dentro são ao contrário.

No Evangelho, a falsidade e a hipocrisia (aquele que quer aparecer) são as atitudes que Jesus mais condena, porque vem do orgulho e acabam com a amizade entre as pessoas. A falsidade prejudica os outros e a nós mesmos.

Um pecado grave é a calúnia. Caluniar uma pessoa é falar coisas dela sem saber se são a verdade.

Jesus nos pede também que nunca julguemos ninguém. Podemos detestar o erro, mas não podemos julgar a pessoa, porque não podemos ver seu coração, nem as suas intenções.


Salmo 138:

Senhor, tu vês o meu íntimo, tu me conheces a fundo.

Qualquer coisa que eu faça, não te passa despercebida.

Penetras as minhas intenções desde a sua raiz.

Posso caminhar ou descansar, e tu me vês.

Ainda não chegaram as palavras a minha boca,

E tu já as conheces inteiramente.

Antes mesmo de eu ter nascido

Já conhecias toda a minha vida.

Meu compromisso:

Sei que a mentira prejudica a mim e aos outros. Falarei sempre a verdade, mesmo que seja difícil.

9º) Não desejar a mulher do próximo

Este mandamento diz que o casamento precisa ser respeitado.

Portanto não querer para si o marido ou a mulher do próximo.

10º) Não cobiçar as coisas alheias.

Querer para si o que é do outro, ou ficar triste porque o outro tem muito, é ter inveja.

Não devemos querer muita riqueza e poder, porque isso nos afasta de Deus.

Por que nos afasta?

- Não temos tempo para Deus.

- Quem tem muito, está roubando do pobre.

- Muitas vezes o poder é usado para beneficiar uma minoria.

domingo, 5 de abril de 2009

2º Mandamento

“NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO”

Qual o sentido deste mandamento? É só uma questão de dominar a língua e de não misturar o nome de Deus em todas as coisas? Ex: Deus te crie! Meu Deus do céu! Vai com Deus! Deus lhe pague! Se Deus quiser! Deus te ajude! Deus é brasileiro!
Será que é só uma questão de maneirar um pouco mais a língua? Não! O segundo mandamento trata de coisa muito mais séria que fazem o povo sofrer e gritar.
O Faraó do Egito dizia ao povo que ele era intermediário de deus e fazia com que o povo o adorasse como um deus. Fazia todas as coisas em nome do seu deus: declarava-se dono das terras, das colheitas, dono do povo, do trabalho e da produção. Fazia as suas guerras para dominar os povos e roubar as suas riquezas. Encobria o roubo, a injustiça, as mordomias e as mentiras.
E hoje, como estão as coisas?
Þ O Nome de Deus e a cruz de Cristo aparecem em todo o canto, até mesmo nos lugares onde se praticam as maiores injustiças. Juizes, sentados debaixo da cruz de Cristo, pronunciam sentenças contra os pobres e a favor dos corruptos.
Þ O Nome de Deus está na boca dos governantes e chefes das nações que oprimem e exploram os outros povos.
Þ O nome de Deus veio junto com os colonizadores do Brasil e em nome dele muitos índios foram exterminados, muitos negros escravizados!
Þ Nas cédulas de dinheiro (ex: Deus seja louvado). Isso é usar o nome de Deus em vão, pois muitas vezes esse dinheiro serve para explorar o trabalho dos outros.
Þ Não podemos usar o poder do nome de Deus e de nossa religião para prejudicar os outros ou falar mal de outras religiões.
Þ Usar o nome de Deus em negócios que exploram (sou cristão, mas vendo cigarro, revistas pornográficas...)
Þ Envolver o nome de Deus em maldições, em piadas sujas, em falsos juramentos, em mentiras, em brincadeiras, em gracejos.
Þ Dar risadinhas na hora da oração etc.
Þ Quando alguém prejudica a Vida (pessoas, natureza, animais) e continua falando de Deus, está dizendo o nome de Deus em vão.
Þ As pessoas que não amam a Deus usam o Seu nome para justificar a sua preguiça ou suas maldades. Dizem: “É Deus que quer assim” e deixam tudo do jeito que está: um mundo cheio de tristeza e de miséria. Deus é o Deus da vida, Ele não quer coisas ruins.

A maneira correta de usar o nome de Deus é para pedir a sua ajuda, orar em favor dos outros, falar do seu amor pelas pessoas, louvar e agradecer pelo que Deus tem feito por nós.
O nome do Senhor é santo, é sagrado, não se pode usar e abusar do nome de Deus. É preciso guarda-lo na memória e no coração com respeito, com amor.
Merece respeito no seu nome, e também no nome da Virgem Maria, dos santos e nos lugares consagrados a Deus.
Os judeus tinham excesso de respeito com o nome de Deus em vão. Então, por medo de usar indevidamente um nome tão sagrado, Javé (Eu sou) eles diziam Edonay (quer dizer, Senhor). Em 1.000 a 1.500 d.C os hebraístas misturaram Javé e Edonay  e ficou: Jeová. Mas a Igreja tomou a decisão de usar sua pronúncia original “Javé” em vez de “Jeová” porque este nome não é nenhuma forma do verbo “ser” e os israelitas do tempo de Moisés nunca disseram “Jeová”. Portanto, Jeová é uma tradução errada de Javé.
· Bíblia: Êxodo 20,7.

Deus está sempre junto com a gente e chama cada um de nós pelo nome. É muito importante que sejamos conhecidos pelo nosso nome, que honremos o nome que usamos. Um dia Deus vai nos dizer: “Entre meu filho, a casa é sua”.

sábado, 4 de abril de 2009

1º Mandamento

“AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS”
O amor de Deus nos torna felizes. Devemos amar a Deus porque Ele é bom; porque nos criou e nos ama e porque está sempre conosco. O Pai deixa bem claro que jamais forçará alguém a amá-lo, como, durante sua pregação na Galiléia, Jesus também nunca forçou a ninguém.
Mas quem desejar ser parte integrante do povo de Deus e optar pelo amor, deverá dar a Deus o primeiro lugar em tudo que envolver sua vida.
O diálogo com o Pai deve ser constante, mais do que a música, mais do que as suas vontades, ou seus direitos, mais do que suas coisas prediletas, mais do que seus ideais terrenos.
O 1° mandamento convida o homem a crer em Deus, a esperar nele e amá-lo acima de tudo. Quer dizer, acreditar no Deus único e verdadeiro sem deixar-se enganar pelos ídolos.
Ídolo é tudo aquilo que nos impede de amar o Deus verdadeiro de todo nosso coração. Ex: colocar em primeiro lugar o dinheiro, a competição, a TV, o computador, a beleza, o futebol...


Quando agimos assim estamos sendo idólatras. Idolatria consiste em divinizar o que não é Deus.
A propaganda, o dinheiro, a competição, a tv, o computador, o futebol, a pescaria, a beleza, a vitória, todos são importantes na nossa vida mas na medida certa, na hora certa e não tomando o lugar de Deus.
            Também a superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus, é uma espécie de idolatria. Quem vive de acordo com superstições está deixando de acreditar no poder de Deus para viver de acordo com que diz o horóscopo, a numerologia, cartomantes...
O Primeiro mandamento pede não adorar nem apoiar o sistema que, em nome de um falso Deus, explora e oprime o povo. Pede para respeitar a Imagem de Deus que é o próximo. Pede para amar a Deus sobre todas as coisas. Você pode amar a Deus, amando seus irmãos.
Qual é hoje o sistema que explora e oprime o povo? A mídia: está a todo vapor tentando explorar os sentimentos humanos com novelas e filmes imorais, revista pornográfica, sexo sem compromisso, incentivando o homossexualismo, induzindo aos deficientes sobre a célula tronco e fazendo com que fiquem contra a Igreja sem saber o por quê, a briga dos políticos em época de eleição, incentivo demasiado para comprar... ter... e poder... E para atingir diretamente as crianças, colocam na tv desenhos violentos, vídeo games com jogos assassinos, baralhos monstruosos...Também a falta de emprego e a má distribuição das rendas, muitas vezes levam a pessoa a se prostituir ou tornar-se bandido.
É hora de decisão. Muitos desistem de seguir Jesus por falta de fé e de medo de se comprometerem. Jesus nos ensina que existem duas maneiras de vivermos:
Segundo a carne, orientando-se apenas pelos valores (bens) materiais.
Segundo o espírito, orientando-se pelos bens espirituais: Fé, amor, partilha, diálogo, compreensão, amizade, carinho, atenção, honestidade, paciência...

O 1º  Mandamento como está na Bíblia: 2"Eu sou o Senhor teu Deus, que te fez sair do Egito, da casa da servidão. 3Não terás outros deuses diante de minha face. 4Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra.* 5Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto.
Antigamente alguns povos representavam a Deus como uma pessoa humana (estátuas humanas). Havia povos também que achavam que seu Deus era parecido com um bicho: boi, por exemplo. Outros ainda viam Deus no sol, na lua, na tempestade, nas montanhas...
Por isso, quando Deus falou a Moisés, Ele nos disse para não fazer imagem dele. Porque nenhuma imagem, por mais bonita que seja, é capaz de mostrar como Deus é, como Ele é bom para seu povo. Deus é sempre maior do que o nosso coração imagina.
Mas em um momento da história, Deus mostrou de forma clara, seu rosto e sua vontade: Fez-se gente em Jesus de Nazaré. Assim a Igreja reconheceu como legítimo que Ele seja representado em imagens sagradas, pois a pessoa que venera a imagem dele “venera nela a pessoa que está pintada”.
Se Moisés voltasse hoje diria: “Não fabriques falsos ídolos no teu coração, destrói os vícios fonte de toda idolatria”. Isto é o que já fizeram os profetas que vieram depois de Moisés. 
Alguns cristãos dizem que o culto que prestamos a imagens é uma idolatria que contraria este mandamento, mas isso não é verdade. As nossas imagens são como fotografias: nos lembram a pessoa amada.
Além disso, no livro do Êxodo, vemos que o próprio Deus mandou que se fizesse imagens de dois querubins para que fossem colocadas sobre a Arca da Aliança.
Também no Evangelho de João, 3,14 vemos a passagem do A.T. onde, por ordem de Deus, Moisés fez uma serpente de bronze e colocou-a sobre um poste. Essa imagem era prefiguração do Cristo, e todos os que para ela olhavam ficavam curados.
Há também, nas catacumbas de Priscila, em Roma, local onde os primeiros cristãos se escondiam dos perseguidores, a pintura da Virgem Maria com o menino Jesus em seus braços. Essa pintura é do século III. Não é possível que os cristãos do ano 200 fossem idólatras.
Um outro aspecto é o fato de este mandamento proibir o culto a deuses estrangeiros. (Hoje ainda existe muita gente que não acredita em nosso Deus).
Jesus é Deus verdadeiro, portanto a veneração de Sua imagem não traz malefício algum.

Javé é um Deus apaixonado e ciumento. Não quer que a gente o divida com a tristeza, com o desânimo, com o pecado. Ele é doido por nós, mas não obriga ninguém. Devemos amar a Deus para retribuir o imenso amor que ele tem por nós.


quarta-feira, 1 de abril de 2009

OS DEZ MANDAMENTOS

          1º MANDAMENTO
AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
O 1º mandamento convida o homem a crer em Deus, a esperar nele e a amá-lo acima de tudo.
Adorar a Deus, orar-lhe, oferecer-lhe o culto que lhe é devido, cumprir as promessas e os votos que foram feitos a ele são os votos da virtude de religião que relevam da obediência ao primeiro mandamento.
O dever de prestar um culto autêntico a Deus incumbe ao homem, tanto individualmente como em sociedade.
O homem  deve “poder professar livremente a religião, tanto em particular como em público”.
A superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus. Ela se mostra particularmente na idolatria, assim como nas diferentes formas de adivinhação e de magia.
( só Deus conhece o passado, presente e o futuro ).
A ação de tentar a Deus, em palavras ou em atos, o sacrilégio, a simonia são pecados de irreligião proibidos pelo primeiro mandamento.
Enquanto rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra o primeiro mandamento.
O culto às imagens sagradas está fundamentado no mistério da encarnação do Verbo de Deus. Não contraria o primeiro mandamento.

MANDAMENTO
NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO.
O 2º mandamento proíbe todo uso impróprio do Nome de Deus. A blasfêmia consiste em usar o Nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos santos de maneira injuriosa.
O juramento  falso invoca Deus como testemunha de uma mentira .O perjúrio é uma falta grave contra o Senhor, sempre fiel a suas promessas.
DEUS CHAMA CADA UM POR SEU NOME.


3º MANDAMENTO
GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
O Sábado, que representa o término da primeira criação, é substituído pelo Domingo,, que lembra a criação nova, inaugurada com a Ressurreição de Cristo.
A Igreja celebra o dia da Ressurreição de Cristo no oitavo dia, que é corretamente chamado dia do Senhor, ou Domingo.
O Domingo...deve ser guardado em toda a Igreja como o dia de festa por excelência”.      
No Domingo e em outros dias de festa de preceito, os fiéis têm obrigação de participar da missa.
No Domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis se absterão das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo.
A instituição do Domingo contribui para que todos tenham tempo de repouso e de lazer suficiente para lhes permitir cultivar sua vida familiar, cultural, social e religiosa.
Todo cristão deve evitar de impor sem necessidade aos outros aquilo que os impediria de guardar o dia do Senhor.

4º MANDAMENTO
HONRAR PAI E MÃE
De acordo com o 4º mandamento, Deus quis que, depois dele, honrássemos nossos pais e os que ele, para nosso bem, investiu de autoridade.
A comunidade conjugal está fundada na aliança e no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos cônjuges, a procriação e a educação dos filhos.
A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar.
Os filhos devem a seus pais respeito, gratidão, justa obediência e ajuda. O respeito filial favorece a harmonia de toda a vida familiar.
Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos na fé, na oração e em todas as virtudes. Têm o dever de prover em toda a medida do possível as necessidades físicas e espirituais de seus filhos.
Os pais devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos. Lembrem-se e ensinem que a primeira vocação do cristão consiste em seguir a Jesus.
A autoridade pública deve respeitar os direitos fundamentais da pessoa humana e as condições de exercício de sua liberdade.
É dever dos cidadãos trabalhar com os poderes civis para a edificação da sociedade num espírito de verdade, de justiça, de solidariedade e de liberdade.
O cidadão está obrigado em consciência a não seguir as prescrições das autoridades civis quando contrárias às exigências da ordem moral.
“É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens”. ( Ato 5,29 )

5º MANDAMENTO
NÃO MATAR
Toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte, é sagrada porque a pessoa humana foi querida por si mesma à imagem e à semelhança do Deus vivo e santo.
O assassinato de um ser humano é gravemente contrário à dignidade da pessoa e à santidade do Criador.
A proibição de matar não ab-roga o direito de tirar a um opressor injusto a possibilidade de prejudicar. A legítima defesa é um dever grave para quem é responsável pela vida alheia ou pelo bem comum.
Desde a concepção a criança tem o direito à vida. O aborto direto, isto é, o que se quer como um fim ou como um meio, é uma “prática infame” gravemente contrária à lei moral. A Igreja sanciona com pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana.
Visto que deve ser tratado como uma pessoa desde a sua concepção, o embrião deve ser defendido em sua integridade, cuidado e curado como qualquer outro ser humano
A eutanásia voluntária, sejam quais forem as formas e os motivos, constitui um assassinato. É gravemente contrária à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador.
O suicídio é gravemente contrário à justiça, à esperança e à caridade. É proibido pelo quinto mandamento.
O escândalo constitui uma falta grave quando por ação ou por omissão leva deliberadamente o outro a pecar.
Por causa dos males e injustiças que toda guerra acarreta, devemos fazer tudo o que for razoavelmente possível para evitá-la.
A Igreja ora: “Da fome, da peste e da guerra livrai-nos, Senhor”.
A Igreja e a razão humana declaram a validade permanente da lei moral durante os conflitos armados. As práticas deliberadamente contrárias ao direito dos povos e a seus princípios universais constituem crimes.
“Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus”.

6º MANDAMENTO
NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
“O amor é a vocação fundamental e originária do ser humano”.
Ao criar o ser humano homem e mulher, Deus dá a dignidade pessoal de uma maneira igual a um e outro. Cada um, homem e mulher, deve chegar a reconhecer e aceitar sua identidade sexual.
Cristo é o modelo da castidade. Todo batizado é chamado a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida próprio.
A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal.
Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.
A aliança que os esposos contraíram livremente implica um amor fiel. Impõe-lhes a obrigação de guardar seu casamento indissolúvel.
A fecundidade é um bem, um Dom, um fim do casamento. Dando a vida, os esposos participam da paternidade de Deus.
A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo a esterilização direta ou a contracepção). O adultério e o divórcio, a poligamia e a união livre são ofensas graves à dignidade do casamento.

7º MANDAMENTO
NÃO FURTAR
Não roubarás (Dt 5,19). “Nem os ladrões, nem os avarentos...nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus”( 1Cor 6,10)
O sétimo mandamento prescreve a prática da justiça e da caridade na administração dos bens terrenos e dos frutos do trabalho dos homens.
Os bens da criação são destinados a todo o gênero humano. O direito à propriedade privada não abole a destinação universal dos bens.
O sétimo mandamento proíbe o roubo. O roubo é a usurpação de um bem de outrem contra a vontade razoável do proprietário.
Toda forma de apropriação e uso injusto dos bens de outrem é contrária ao sétimo mandamento. A injustiça cometida exige reparação. A justiça comutativa exige a restituição do bem roubado.
A lei moral proíbe os atos que, visando a fins mercantis ou totalitários, conduzem à servidão dos seres humanos, à sua compra, venda e troca como mercadorias.
O domínio concedido pelo Criador sobre os recursos minerais, vegetais e animais do universo não pode ser separado do respeito às obrigações morais, inclusive para com as gerações futuras.
Os animais são confiados à administração do homem que lhes deve benevolência. Podem servir para a justa satisfação das necessidades do homem.
A Igreja emite um juízo em matéria econômica e social, quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigem. Preocupa-se com o bem comum temporal dos homens em razão de sua ordenação ao Sumo Bem, nosso fim último.
O próprio homem é o autor, o centro e o fim de toda a vida econômica e social. O ponto decisivo da questão social é que os bens criados por Deus para todos de fato cheguem a todos, conforme a justiça e com a ajuda da caridade.
O valor primordial do trabalho depende do próprio homem, que é seu autor e destinatário. Através de seu trabalho, o homem participa da obra da criação. Unido a Cristo, o trabalho pode ser redentor.
O verdadeiro desenvolvimento abrange o homem inteiro. O que importa é fazer crescer a capacidade de cada pessoa de responder à sua vocação, portanto ao chamamento de Deus.
A esmola dada aos pobres é um testemunho de caridade fraterna: é também uma prática de justiça que agrada a Deus.
Na multidão de seres humanos sem pão, sem teto, sem terra, como não reconhecer Lázaro, mendigo faminto da parábola ?
Como não ouvir Jesus que diz: “foi a mim que o deixastes de fazer”? (Mt 25,45)

8º MANDAMENTO
NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
“Não levantarás falso testemunho contra teu próximo” ( Ex 20,16 ). Os discípulos de Cristo “revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus na justiça e santidade da verdade” ( Ef 4,24 ). A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro no agir e no falar, fugindo da duplicidade, da simulação e da hipocrisia.
O cristão não deve “se envergonhar de dar testemunho de Nosso Senhor”( 2Tm 1,8 ) em atos e palavras. O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé. O respeito à reputação e à honra das pessoas proíbe toda atitude ou palavra de maledicência ou calúnia.
A mentira consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar o próximo, que tem direito à verdade.
Toda falta cometida contra a verdade exige reparação.
A regra de ouro ajuda a discernir, nas situações concretas, se convém ou não revelar a verdade àquele que a pede.
“O sigilo sacramental é inviolável”. Os segredos profissionais devem ser guardados. As confidências prejudiciais a outros não devem ser divulgadas.
A sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça. É conveniente que se imponha moderação e disciplina no uso dos meios de comunicação social. As artes, mas sobretudo a arte sacra, têm em vista, “por natureza, exprimir de alguma forma nas obras humanas a beleza infinita de Deus e procuram aumentar seu louvor e sua glória na medida em que não tiverem outro propósito senão o de contribuir poderosamente para encaminhar os corações humanos a Deus”.

9º MANDAMENTO
NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
“Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,28).
O nono mandamento adverte contra a cobiça ou com concupiscência carnal.
A luta contra a cobiça carnal passa pela purificação do coração e a prática da temperança.
A pureza do coração nos permitirá ver a Deus e nos permite desde já ver todas as coisas segundo Deus.
A purificação do coração exige a oração, a prática da castidade, a pureza da intenção e do olhar.
A pureza do coração exige o pudor que é paciência, modéstia e discrição. O pudor preserva a intimidade da pessoa.

10º MANDAMENTO
NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS
“Onde está teu tesouro, aí estará teu coração” (Mt 6,21).
O décimo mandamento proíbe a ambição desregrada, nascida da paixão imoderada das riquezas e de seu poder.
A inveja é a tristeza sentida diante do bem de outrem e o desejo imoderado de dele se apropriar. É um vício capital.
O batizado combate a inveja pela benevolência, a humildade e o abandono nas mãos da Providência divina.
Os fiéis de Cristo “crucificaram a carne com suas paixões e com concupiscência” (Gl 5,24); são conduzidos pelo Espírito e seguem seus desejos.
O desapego das riquezas é necessário para entrar no Reino dos Céus. “Bem-aventurados os pobres de coração”.
Eis o verdadeiro desejo do homem: “Quero ver a Deus”. A sede de Deus é saciada pela água da Vida Eterna.