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domingo, 17 de julho de 2011

Curió

Ao meu querido curió, que me foi roubado nesta triste manhã de domingo...



Pequeno Curió,
sentado ao galho da árvore,
cantando canções que me levam longe
e me transportam para qualquer lugar,
desde que seja tranquilo, 
desde que seja lar.

Canta pequeno Curió,
canções que me façam chorar,
mesmo que de alegria,
mesmo que de saudade,
mesmo que eu não saiba.

Pequeno Curió,
fique comigo mais um instante,
alivia a dor de minhas lembranças,
a intensidade de minhas saudades,
até que eu possa novamente descansar.

Fique pequeno Curió,
mas se fores, volte,
me conte sobre os lugares que foi,
cante novas canções que aprendeu,
letras de amores que viveu.

Volta pequeno Curió,
não demores a voltar,
sinto uma dor intensa,
uma saudade triste
por não te ouvir cantar.

Fico na gaiola,
esperando Curió voltar,
quem sabe um dia eu cante,
canções de esperança e liberdade,
e quando estiver livre,
cante muito mais alto
para nunca mais parar.

Thiago Azevedo




segunda-feira, 23 de maio de 2011

Inquietude



Quero escrever,
Não sei o quê,
Não sei o porquê,
Nem sei pra quê.

Apenas quero escrever,
Sobre coisas que sinto,
Sobre tempos esquecidos,
E principalmente sobre você.

Mas como começar?
Não consigo escolher as palavras,
Nem conjugar verbos,
Qual a concordância
Pra amor inquieto?

Só quero escrever,
Sobre qualquer coisa,
Talvez sobre a vida,
Pode ser sobre você.

Mas que pena,
Não sei escrever
Nenhum poema belo,
Nem mesmo pra você.

Não quero mais escrever,
Sobre mais nada,
Nem mesmo sobre você.

Cansei de tudo,
Principalmente de rimar
Sem saber com o quê.

(Thiago Azevedo)

sábado, 25 de setembro de 2010

Amor feinho

Eu quero amor feinho.
 Amor feinho não olha um pro outro.
 Uma vez encontrado, é igual fé, não teologa mais.
 Duro de forte, o amor feinho é magro e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa e saudade roxa e branca, da comum e da dobrada.
 Amor feinho é bom porque não fica velho.
 Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é: eu sou homem você é mulher.
 Amor feinho não tem ilusão, o que ele tem é esperança:eu quero amor feinho.


Adélia Prado