quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A rapoza e o lenhador


 

Esta vale para todos nós. Existem certos textos que realmente nos fazem pensar! 
Existiu um lenhador que acordava às 6:00h da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha e só parava tarde da noite.
Esse lenhador tinha um filho lindo, de poucos meses. Tinha também uma raposa, que era sua amiga, e a tratava como bicho de estimação porque era  de sua total confiança.
Todos os dias, o lenhador ia trabalhar, e deixava a raposa  cuidando de seu filho.
Todas as noites, ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.
Os vizinhos do lenhador, alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem, e portanto não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança.
O lenhador, sempre retrucando com os vizinhos, falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso.
Os vizinhos insistiam:
-          Lenhador abra os olhos! A raposa vai comer seu filho!
-          Quando sentir fome comerá seu filho!
Um dia, o lenhador muito exausto do trabalho, e muito cansado destes comentários, ao chegar em casa, viu a raposa, sorrindo como sempre, e sua boca totalmente ensangüentada...
O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa.
Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou seu filho no berço, dormindo tranqüilamente, e ao lado do berço, uma cobra morta.
O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.

Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre seu caminho e não se deixe influenciar, mas principalmente, nunca tome decisões precipitadamente.      

domingo, 23 de setembro de 2012

A parábola da rosa





Um homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente.
Antes que ela desabrochasse, ele a examinou e viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou:
"Como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?"

Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa e antes mesmo de estar pronta para desabrochar, ela morreu.

Assim é com muitas pessoas. Dentro de cada alma há uma rosa:
São as qualidades dadas por Deus. Dentro de cada alma temos também os espinhos: São as nossas faltas.

Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos. Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e conseqüentemente, isso morre. Nunca percebemos o nosso potencial.

Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas. Portanto alguém mais deve mostrar a elas.

Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do amor.

Olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.
Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajudá-la a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições.

Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, elas superarão seus próprios espinhos.

Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.
Portanto Sorriam e descubram as rosas que existem dentro de cada um de vocês e das pessoas que amam...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A Modéstia e a Humildade




As pessoas têm um receio enorme em reconhecer as próprias qualidades.

Envergonham-se diante da perspectiva de demonstrar suas habilidades, assumir os próprios talentos.

É a confusão entre humildade e modéstia.

Alguns acham que modéstia é virtude.

Culturalmente, aprendem não ser nobre assumir as próprias qualidades.

O adequado é ser discreto, negar, não se envolver com elogios.

Se alguém questiona sobre o sucesso de algum empreendimento, o ideal é desconversar.

Afinal, para ser bem visto, o importante é não chamar a atenção.

Mas fazer questão de não ser notado é uma forma sutil de querer ser notado.

É se valorizar, se desvalorizando.

É chamar a atenção não chamando a atenção.

É demonstrar superioridade não assumindo ar de superior.

A vaidade cria a modéstia que é a própria auto-estima disfarçada.

A não-vaidade é melhor definida com o termo humildade.

A verdadeira nobreza consiste em ser humilde.

Ser humilde é ser natural.

Você nem faz questão de elevar as próprias qualidades, como também não deseja escondê-las.

Ser humilde é ser sincero, lidar com os fatos da forma como eles são.

É ser autêntico.

Ser humilde é não se preocupar em chamar a atenção para si, mas também não evitá-la.

Afinal, ambas as situações buscam reconhecimento e notoriedade.

Ser humilde é reconhecer os próprios limites e não se iludir quanto a eles.

É assumir as incapacidades mas procurar superá-las.

Muitos enfatizam os próprios defeitos apenas para chamar a atenção.

Tornam-se as próprias vítimas, exigindo reconhecimento, consideração e até piedade.

Mas ser humilde não é enfatizar pontos fracos.

Ser humilde é possuir a capacidade de reconhecê-los e procurar melhorar.

No entanto, ser humilde é também valorizar as próprias virtudes e competências.

Da mesma forma que é importante reconhecer os limites, é vital assumir e valorizar as próprias capacidades.

Afinal, não é pecado algum desenvolver habilidades.

Pelo contrário, cultivar os próprios dons e talentos é na verdade uma obrigação pessoal.

Não podemos desprezar nossa vocação quando possuímos mérito para realizá-la.

Afinal, quem não se sente orgulhoso em ser reconhecido por algo que lhe é verdadeiro?

Não vale a pena ser tímido diante do que somos naturalmente capazes.

Perderemos oportunidades valiosas que poderiam ajudar o próprio crescimento sendo retraídos demais.

É necessário acreditar em si mesmo, aprendendo a receber, ser amado, aceitar elogios quando merecidos.

Só podemos contribuir genuinamente para o crescimento dos outros com autoconsciência e valorização da nossa própria maneira de ser.

Devemos ser humildes, sem falsidade ou modéstia.

Ser natural, reconhecendo nossas fraquezas, mas assumindo de forma sincera as próprias qualidades são essenciais rumo a um processo de crescimento e amadurecimento autêntico.

Afinal, dizem que é dando que recebemos, mas devemos dar a nós mesmos para ter o que dar aos outros. 
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Moacyr Castellani  
Fonte


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A mesa do velho avô




       Um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora, e o seu neto mais velho de quatro anos.
       As mãos do velho homem tremiam, e a vista era embaralhada, e o seu passo era hesitante.
       A família comeu junto à mesa.
       Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornou difícil o ato de comer.
       Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão.
       Quando ele pegou seu copo, o leite derramou na toalha da mesa.
       A bagunça irritou fortemente seu filho e nora:
       Nós temos que fazer algo sobre o Vovô, disse o filho.
       Já tivemos bastante do seu leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muita de sua comida no chão .
       Assim o marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala.
       Lá Vovô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar.
Desde que o Avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele foi servida em uma tigela de madeira.
       Quando a família olhava de relance na direção do Vovô, às vezes percebiam nele uma lágrima em seu olho por estar só.
       Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.
       O neto mais velho de quatro anos assistiu tudo em silêncio.
       Uma noite antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira.
       Ele perguntou docemente para a criança, O que você está fazendo?
       Da mesma maneira dócil , o menino respondeu: Oh, eu estou fabricando uma pequena tigela para Você e Mamãe comerem sua comida quando eu crescer.
       O neto mais velho de quatro anos sorriu e voltou a trabalhar.
       As palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos.
       Então lágrimas começaram a fluir em seus rostos.
       Entretanto nenhuma palavra foi falada, ambos souberam o que devia ser feito.
       Aquela noite o marido pegou a mão do Vovô e com suavidade o conduziu atrás da mesa familiar.
       Para o resto de seus dias de vida ele comeu sempre com a família.
       E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tinha sujado.

      
· As crianças são notavelmente perceptivas.
       Os olhos delas sempre observam, suas orelhas sempre escutam, e suas as mentes sempre processam as mensagens que elas absorvem.
       Se elas nos vêem pacientemente providenciar uma atmosfera feliz em nossa casa, para nossos familiares, eles imitarão aquela atitude para o resto de suas vidas.
       O pai sábio percebe isso diariamente, que o alicerce está sendo construído
para o futuro da criança.
Sejamos sábios construtores de bons exemplos de comportamento de vida em nossas funções.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012



“Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter… calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.”

(Clarice Lispector )

domingo, 16 de setembro de 2012



Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. 
Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012




“Não ache que você consegue me entender com meia hora de prosa.

Sou tal qual moringa d’água.
Simples à primeira vista, como uma boa cerâmica, mas quem me vê assim, só querendo matar a sede, só de passagem, não faz ideia da trajetória do meu barro, nem das tantas vezes que desejei mudar o meu destino.”


(Solange Maia)



quarta-feira, 12 de setembro de 2012


Tenha sempre bons pensamentos, porque os seus pensamentos se transformam em suas palavras.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Medalha



Quando menino ganhei uma medalha na escola como prêmio ao aluno que sabia ler melhor. Senti-me feliz e estufei de orgulho.Quando a aula terminou voltei para casa correndo e entrei na cozinha como um furacão.
A velha empregada, que estava conosco havia muitos anos, ocupava-se no fogão. Sem nada comentar fui direto a ela, dizendo-lhe:
- Aposto que sei ler melhor do que você.
E estendi-lhe o meu livro de leitura. Ela interrompeu o seu trabalho e tomou o volume. Examinando cuidadosamente as páginas, terminou por gaguejar:
- Bem, meu filho...eu...eu não sei ler.
Fiquei atônito. Sabia que papai estava em seu escritório àquela hora e voei para lá. Ele ergueu a cabeça quando eu entrei, suando, com o rosto em fogo e lhe disse:
- Imagine, papai, a Maria não sabe ler. E é uma velha. Eu, que ainda sou pequeno, já ganhei até medalha. Olhe só!
Eu estufei o peito para frente para que ele visse o meu troféu. E perguntei:
- Deve ser horrível não saber ler, não é, papai?
Com toda a tranqüilidade, meu pai ergueu-se, foi até uma estante e voltou de lá com um livro.
- Leia este livro para eu ver, meu filho. Foi maravilhoso você ter ganhado a medalha. Leia para eu ouvir.
Não titubeei, abri o volume e olhei para o meu pai cheio de surpresa. As páginas continham o que parecia ser centenas de pequenos rabiscos.
- Não posso, papai. Eu não entendo nada disto que está aqui.
- É um livro escrito em chinês.
Imediatamente me lembrei do que fizera a Maria e me senti envergonhado. Papai não disse mais nada e eu, pensativo, deixei o livro em sua escrivaninha e saí.
Até agora, toda vez que me sinto tentado a gabar-me por qualquer coisa que tenha feito, lembro-me do quanto ainda me falta aprender e digo de mim para comigo:
- Não se esqueça de que você não sabe ler chinês.

sábado, 8 de setembro de 2012


Só depois que a tecnologia inventou o telefone, o telégrafo, a televisão, a internet, foi que se descobriu que o problema de comunicação mais sério era o de perto. 

Millôr Fernandes

sexta-feira, 7 de setembro de 2012


"A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância" Gandhi

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A Piscina e a Cruz



Um de meus amigos ia toda quinta-feira à noite a uma piscina coberta. Ele sempre via ali um homem que lhe chamava a atenção: ele tinha o costume de correr até a água e molhar só o dedão do pé. Depois subia no trampolim mais alto e com um esplêndido salto mergulhava na água. Era um excelente nadador. Não era de estranhar, pois, que meu amigo ficasse intrigado com esse costume de molhar o dedão antes de saltar na água.
Um dia tomou coragem e perguntou-lhe a razão daquele hábito. O homem sorriu e respondeu: "Sim, eu tenho um motivo para fazer isso. Há alguns anos, eu era professor de natação de um grupo de homens. Meu trabalho era ensiná-los a nadar e a saltar de trampolim. Certa noite não conseguia dormir e fui à piscina para nadar um pouco; sendo o professor de natação, eu tinha uma chave para entrar no clube. Não acendi a luz porque conhecia bem o lugar. A luz da lua brilhava através do teto de vidro. Quando estava sobre o trampolim, vi minha sombra na parede em frente. Com os braços abertos, minha silhueta formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando aquela imagem”.
O professor de natação continuou: "Nesse momento, pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um cristão, mas quando criança aprendi um cântico cujas palavras me vieram a mente e me fizeram recordar que Jesus tinha morrido para nos salvar por meio de seu precioso sangue”.
"Não sei quanto tempo fiquei parado sobre o trampolim com os braços estendidos e nem compreendo por que não pulei na água. Finalmente voltei, desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água. Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso... Na noite anterior haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido!"
"Tremi todo e senti um calafrio na espinha. Se eu tivesse saltado, seria meu último salto. Naquela noite, a imagem da cruz na parede salvou a minha vida. Fiquei tão agradecido a Deus - que por me amar permitiu que eu continuasse vivo - que me ajoelhei na beira da piscina. Tomei consciência de que não somente a minha vida física, mas minha alma também precisava ser salva. Para que isso acontecesse, foi necessária outra cruz, aquela na qual Jesus morreu para nos salvar. Ele me salvou quando confessei os meus pecados e me entreguei a Ele."
"Naquela noite fui salvo duas vezes, física e espiritualmente. Agora tenho um corpo sadio, porém o mais importante é que sou eternamente salvo. Talvez agora você compreenda porque eu molho o dedão antes de saltar na água".


Considere a pontualidade como boa mordomia que agrada a Deus e contribui para encorajamento e prestígio dos que já são pontuais.

domingo, 2 de setembro de 2012

Eu assisti a missa por você



Este é um caso verídico. É o testemunho de um filho sobre um fato acontecido com seu pai muitos anos atrás - fato que teve influência fundamental na vida daquele filho.
Por Padre Stanislaus SS.CC.:
“Um dia, muitos anos atrás, em uma pequena cidade do Luxemburgo, um Capitão dos Guardas Florestais achava-se entretido em animada conversa com o açougueiro, quando uma mulher idosa entrou no açougue. O açougueiro interrompeu a conversa para indagar da velha senhora o que ela desejava. A mulher explicou-lhe que havia ido até ali para conseguir um pequeno pedaço de carne, mas que não tinha dinheiro para pagar. O capitão estava achando muito divertido o diálogo entre a pobre mulher e o açougueiro:
- Apenas um pequeno pedaço de carne, mas quanto você vai pagar por ele?
- Desculpe-me, eu não tenho dinheiro, mas eu assistirei á missa por você, em sua intenção.
Ambos, o açougueiro e o Capitão, eram bons homens, mas muito indiferentes no que se referia á religião e, então, imediatamente, começaram a troçar da resposta da velhinha. Tudo bem, disse-lhe o açougueiro, você vai assistir à missa por mim e, quando você voltar, eu lhe darei tanta carne quanto a missa pesar, quanto ela valer.
A mulher saiu, assistiu á missa e retomou. Ela se aproximou do balcão e o açougueiro, ao vê-la, disse-lhe: Tudo bem, agora vamos ver. Ele tomou um pedaço de papel e nele escreveu: EU ASSISTI A MISSA POR VOCÊ.
O açougueiro, então, colocou o papel em um dos pratos da balança e, no outro, depositou um osso pequeno e fino, mas nada aconteceu. Em seguida ele trocou o osso por um pedaço de carne, porém o papel continuou a pesar mais. Os dois homens começaram a se sentir envergonhados com a sua zombaria, mas continuaram com a brincadeira. Um grande pedaço de carne foi, então, colocado na balança, mas o papel manteve-se mais pesado.
Exasperado, o açougueiro examinou toda a balança, mas essa estava perfeita.
O que você quer, minha boa mulher? Perguntou o açougueiro. Precisarei dar a você uma perna inteira de carneiro? Enquanto falava, colocou a grande perna de carneiro na balança, mas o papel em muito superou o peso da carne. Então, uma peça ainda maior de carne foi colocada naquele prato, mas novamente, o peso permaneceu no lado do papel. Aquilo impressionou tanto o açougueiro que ele converteu-se no mesmo instante e prometeu oferecer à mulher, dali por diante, a sua ração diária de carne.
No que concerne ao Capitão, ele deixou o açougue transformado e tornou-se um ardente freqüentador da missa diária. Dois de seus filhos ordenaram-se sacerdotes, um deles como jesuíta, o outro como padre do Sagrado coração.
E Padre Stanislaus termina o seu testemunho dizendo: "Eu sou aquele Religioso do sagrado Coração e o Capitão era meu pai".
Desde aquele instante, o Capitão passou a assistir à Santa Missa diariamente e seus filhos foram educados seguindo o seu exemplo. Mais tarde quando seus filhos tornaram-se sacerdotes, ele os advertiu, para que celebrassem a Missa corretamente e todos os dias e para que nunca perdessem o Sacrifício da Missa por alguma falta pessoal"


sábado, 1 de setembro de 2012


Quanto maior a armadura, mais frágil é o ser que a habita.

(Padre Fábio de Melo)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Carvão



O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo ao quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.
Zeca - de oito anos de idade - o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo. Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos, não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir a escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe:
- Filho, faça de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal e o seu amiguinho Juca e que cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos a obra. Como o varal com a camisa estava longe do menino, poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai, que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho, como está se sentindo agora?
- Estou cansado mas alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto. Quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos.
O pai, então, lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou. Mas, olhe só para você.
O mau que desejamos aos outros e como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A Linguagem Corporal


A comunicação sempre foi de suma importância na vida do homem, e grande parte dela se dá através da linguagem do corpo.

Hoje sabemos que O CORPO FALA através dos gestos, e quando aprendemos a DECIFRAR OS SINAIS DA LINGUAGEM CORPORAL, temos informações mais confiáveis de como esta pessoa está emocionalmente e o que ela quer nos comunicar inconscientemente, uma vez que os gestos fluem da mente para o corpo sem o filtro do racional.

Sempre que existir divergência entre o gestual e o verbal, confie mais no que O CORPO FALA.
Muitas vezes é mais importante o que não falamos do que o que pronunciamos. Quando passamos a observar melhor os gestos e comportamentos de uma pessoa, temos uma visão geral mais confiável sobre suas características e comportamentos.
Os vídeos abaixo nos ensinam algumas dicas sobre como descodificar a linguagem corporal. Let's see?



VOCÊ CONSEGUE CONVENCER AS PESSOAS?


COMO DESVENDAR OS SINAIS:





"Se você não der Deus para seu filho, tudo o que você der
 pode e será usado contra você."

_____ Padre Léo _____

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Aprendizado do amor



Diz a lenda que o Senhor, após criar o homem e não tendo mais nada sólido para construir a mulher, tomou um punhado de ingredientes delicados e contraditórios, tais como timidez e ousadia, ciúme e ternura, paixão e ódio, paciência e ansiedade, alegria e tristeza e assim fez a mulher e a entregou ao homem como sua companheira.

Após uma semana, o homem voltou e disse:
Senhor, a criatura que você me deu faz a minha vida infeliz.
Ela fala sem cessar e me atormenta de tal maneira que nem tenho tempo para
descansar.
Ela insiste em que lhe dê atenção o dia inteiro... e assim as minhas horas são desperdiçadas.
Ela chora por qualquer motivo. Facilmente fica emburrada e fica às vezes muito tempo ociosa. Vim devolvê-la porque não posso viver com ela.
Depois de uma semana o homem voltou ao Criador e disse:
Senhor, minha vida é tão vazia desde que eu trouxe aquela criatura de volta! Eu sempre penso nela: em como ela dançava e cantava, como era graciosa, como me olhava, como conversava comigo e como se achegava a mim.
Ela era agradável de se ver e de se acariciar. Eu gostava de ouvi-la rir.
Por favor, dê-me de volta.
Está bem, disse o Criador. E a devolveu.
Mas, três dias depois, o homem voltou e disse:
Senhor, eu não sei. Eu não consigo explicar, mas depois de toda esta minha experiência com esta criatura, cheguei à conclusão que ela me causa mais problemas do que prazer. Peço-lhe, tomá-la de novo! Não consigo viver com ela!
O Criador respondeu:
Mas também não pode viver sem ela. E virou as costas para o homem e continuou o seu trabalho.
O homem desesperado disse:
Como é que eu vou fazer? Não consigo viver com ela e não consigo
viver sem ela.
E arremata o autor: Achei que, com as tentativas, você já tivesse descoberto.
Amor é um sentimento a ser aprendido: É tensão e satisfação - É desejo e hostilidade - É alegria e dor - Um não existe sem o outro.
A felicidade é apenas uma parte integrante do amor. Isto é o que deve ser aprendido. O sofrimento também pertence ao amor. Este é o grande mistério do amor. A sua própria beleza e o seu próprio fardo.
Em todo o esforço que se realiza para o aprendizado do amor é preciso considerar sempre a doação e o sacrifício ao lado da satisfação e da alegria. A pessoa terá sempre que abdicar alguma coisa para possuir ou ganhar uma outra coisa.
Terá que desembolsar algo para obter um bem maior e melhor para sua felicidade.
É como plantar uma árvore frente a uma janela. Ganha sombra, mas perde uma parte da paisagem. Troca o silêncio pelo gorjeio da passarada ao amanhecer.
É preciso considerar tudo isto quando nos dispomos a enfrentar o aprendizado do amor.


A maldade adora chamar a atenção sobre seus feitos.
Ao contrário, o bem não faz barulho!
Quando uma flor desabrocha, no momento em que o sol nasce... Quando o mar se acalma, quando sopra o vento, na hora em que uma mão sustenta uma outra...
Nada disso precisa fazer estardalhaço para ganhar sentido e existir!
É que o bem, para ser perfeito, precisa somente acontecer!
Por favor, não se engane com o mal que tanto lhe apavora!
O barulho que o mal faz, já é prova de seu imenso fracasso!

sábado, 25 de agosto de 2012

Ser ou Parecer?



Em um mundo no qual o dinheiro é mais valorizado que os sentimentos, a aparência também acaba sendo mais importante que a essência. A vida que antes era palco da luta entre o SER e o TER, agora se tornou um campo de batalha entre o SER e o PARECER.
Antigamente quem não conseguia ser procurava ter bens materiais para conquistar a admiração dos outros.
Assim, algumas pessoas que não conseguiam ser cultas, compravam carros caros, para mostrar que eram importantes.
Algumas pessoas que não eram educadas, davam gordas gorjetas aos garçons para serem bem tratadas apesar de suas grosserias.
Alguns homens que não conseguiam atrair as mulheres que desejavam conquistar, davam presentes caros para impressionar.
Entretanto, como a cada dia está mais difícil TER, muitas pessoas passaram a buscar maneiras de parecer ter; parece que elas tem uma bolsa de grife, parece que tem um relógio caríssimo.
E algumas procuram algo pior, parecer SER. Querem parecer cultas, só porque compram muitos livros. Querem parecer competentes apenas porque usam algumas palavras em Inglês.
A pressão para comprar tudo o que é lançado, fez com que dinheiro nenhum fosse suficiente para saciar nossos desejos. Algumas pessoas se cobram seguir em uma maneira de viver que não faz sentido para elas; e investem mais e mais nas aparências. Mantém a pose de "eu sou o máximo", e cobram-se estar alegres o tempo todo, mas como não conseguem, começam a fazer qualquer coisa para parecer felizes. Cobram-se ser bem sucedidas financeiramente, mas como nem sempre conseguem começam a comprar coisas que demostrem ser pessoas de sucesso.
Para TER o que mostrar, fazem dívidas que não conseguem pagar. Compram bens materiais ao invés de investir no crescimento pessoal. Gastam o tempo com frívolidades, ao invés de criar riquezas duradouras.


(Baseado no livro Heróis de Verdade - Roberto Shinyashiki)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pecados Públicos


* Padre Fábio de Melo



Não reclamo. Apenas constato. Tem ficado cada vez mais difícil a gente se reconciliar com os erros cometidos. O motivo é simples. A vida privada acabou. O acontecimento particular passa a pertencer a todos. A internet é um recurso para que isso aconteça. Os poucos minutos noticiados não cairão no esquecimento. Há um modo de fazê-los perdurarem. Quem não viu poderá ver. Repetidas vezes. É só procurar o caminho, digitar uma palavra para a busca.

Tudo tem sido assim. A socialização da notícia é um fato novo, interessantíssimo. Possibilita a informação aos que não estavam diante da TV no momento em que foi exibida.

A internet nos oferece uma porta que nos devolve ao passado. Fico fascinado com a possibilidade de rever as aberturas dos programas do meu tempo de infância. As imagens que permaneciam vivas no inconsciente reencontram a realidade das cores, movimentos e dos sons.

Mas o que fazer quando a imagem disponível refere-se ao momento trágico da vida de uma pessoa? Indigência exposta, ferida que foi cavada pelos dedos pontiagudos da fragilidade humana? Ainda é cedo para dizer. Este novo tempo ainda balbucia suas primeiras palavras.

Que  bonitinho....


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Você sabia?


Os golfinhos deixam apenas uma metade do cérebro dormir de cada vez. Esses simpáticos animais não podem dormir em sono profundo, pois podem morrer sufocados. Então deixam apenas uma metade do cérebro dormir de cada vez e permanecem com um dos olhos abertos durante todo o sono.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Como melhorar a fala e vencer a timidez? - vídeo


Trecho da palestra "Melhore sua fala no trabalho", com o jornalista José Wille. Ocepar - Organização das Cooperativas do do Paraná, em julho de 2010.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Como você corrige as pessoas?


Professor Felipe Aquino*


Lembre-se de que lidamos com pessoas e não com gado.
Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela.


Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos.
Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano!
Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa:

1 – Nunca corrigir na frente dos outros.

Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa.
Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo.

2 – Escolha o momento certo.

Não se pode chamar a atenção de alguém no momento em que a pessoa errada está cansada, nervosa ou indisposta. Espere o melhor momento, quando ela estiver calma. Os impulsivos e coléricos precisam se policiar muito nestes momentos porque provocam tragédias no relacionamento. Com o sangue quente derramam a bílis – às vezes mesmo com palavras suaves – sobre aquele que errou e provocam no interior deste uma ferida difícil de cicatrizar. Pessoas assim acabam ficando malvistas no seu meio. Pais e patrões não podem corrigir os filhos e subordinados dessa forma, gritando e ofendendo por causa do sangue quente. Espere, se eduque, conte até 10 dez, vá para fora, saia por um tempo da presença do que errou; não se lance afoito sobre o celular para o repreender “agora”. Repito: a correção não pode deixar de ser feita; a punição pode ser dada, mas tudo com jeito, com galhardia. Estamos tratando com gente e não com gado.

3 – Use palavras corretas.

Às vezes, um “sim” dito de maneira errada é pior do que um “não” dito com jeito. Antes de corrigir alguém, saiba ouvi-lo no que errou; dê-lhe o direito de expor com detalhes e com tempo o que fez de errado, e por que fez aquilo errado. É comum que o pai, o patrão, o amigo, o colega, precipitados, cometam um grave erro e injustiça com o outro. O problema não é a correção a aplicar, mas o jeito de falar, sem ofender, sem magoar, sem humilhar, sem ferir a alma.
Eu era professor em uma Faculdade, e um dos alunos veio me dizer que perdeu uma das provas e que não podia trazer atestado médico para justificar sua falta. Ter que fazer uma prova de segunda chamada, apenas para um aluno, me irritava. Então, eu lhe disse que não lhe daria outra prova. Quando ele insistiu, fui grosseiro com ele, até que ele pôde se explicar: “Professor, é que eu uso um olho de vidro, e no dia da sua prova o meu olho de vidro caiu na pia e se quebrou; por isso eu não pude fazer a prova”. Fiquei com “cara de tacho” e lhe pedi mil desculpas.

Nunca me esqueci de uma correção que o meu pai nos deu quando eu e meus oito irmãos éramos ainda pequenos. De vez em quando nós nos escondíamos para fumar escondidos dele. Nossa casa tinha um quintal grande e um pequeno quarto no fundo do quintal; lá a gente se reunia para fumar.
Um dia nosso pai nos pegou fumando; foi um desespero… Eu achei que ele fosse dar uma surra em cada um; mas não, me lembro exatamente até hoje, depois de quase cinquenta anos, a bela lição que ele nos deu. Lembro-me bem: nos reuniu no meio do quintal, em círculo, depois pediu que lhe déssemos um cigarro; ele o pegou, acendeu-o, deu uma tragada e soprou a fumaça na unha do dedo polegar, fazendo pressão, com a boca quase fechada. Em seguida, mostrou a cada um de nós a sua unha amarelada pela nicotina do cigarro. E começou perguntando: “Vocês sabem o que é isso, amarelo? É veneno; é nicotina; isso vai para o pulmão de vocês e faz muito mal para a saúde. É isso que vocês querem?”
Em seguida ele não disse mais nada; apenas disse que ele fumava quando era jovem, mas que deixou de fazê-lo para que nós não aprendêssemos algo errado com ele. Assim terminou a lição; não bateu em ninguém e não xingou ninguém; fomos embora. Hoje nenhum de meus irmãos fuma; e eu nunca me esqueci dessa lição. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que “o que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado”.
E se você magoou alguém, corrigindo-o grosseiramente, peça perdão logo; é um dever de consciência.

* Prof. Felipe Aquino é doutor em engenharia mecânica pela UNESP e pelo ITA. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos. Nasceu na cidade de Lorena – SP. É casado há 35 anos com Maria Zila, fundadora da Editora Cléofas e tem cinco filhos: dois engenheiros, uma médica e dois dentistas.Desde 1970 trabalha com o Pe. Jonas Abib; faz um programa na Rádio Canção Nova (No coração da Igreja) e faz dois programas na TV Canção Nova (Escola da Fé e Trocando Idéias). Ministra formação para os noviços da Canção Nova, escreve no Portal Canção Nova e no site da Editora Cléofas com mais de mil artigos, documentos e notícias publicadas.Escreveu 59 livros sobre doutrina católica, casamento, espiritualidade, jovens, familia, etc. Lançados pela Editora Cléofas, Editora Canção Nova, Loyola e Raboni.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Procura-se um amigo




 Procura-se um amigo

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.   

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.  

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos. Que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. 

 Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. 

(Vinícius de Morais)