sábado, 24 de setembro de 2011

Ainda tomaremos um café juntos


Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim.
O professor então pegou uma caixa de bolas de gude e esvaziou-a dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.
Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.
O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.
Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:
“Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas. As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos.
São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc…
A areia representa todos as pequenas coisas. Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude.
O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes. Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade.
Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nEle, busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito…
Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar. O resto é apenas areia.”
Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café.
O professor respondeu:
“Que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo”.

Um grande e forte abraço e até nosso próximo café.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011




“Não estou romântica hoje, nem carinhosa, nem meiga e nem fofa. Resumindo, estou fria. Estou nostálgica. Estou impaciente. Mas eu só estou, porque não é isso que eu sou.”



NOVENA A NOSSA SENHORA APARECIDA


 Oração Inicial


- Meu Deus, vinde em meu auxílio.
- Senhor, apressai-vos em me socorrer.
- Oração ao Divino Espírito Santo

Oração para todos os dias

Virgem puríssima, concebida sem pecado, e desde aquele primeiro instante toda bela e sem mancha, gloriosa Maria, cheia de graça, Mãe de meu Deus, Rainha dos anjos e dos homens: eu vos saúdo humildemente como Mãe do meu Salvador, que com aquela estima, respeito e submissão, com que vos tratava, me ensinou quais sejam as honras e a veneração que eu devo prestar-vos; dignai-vos, eu vô-lo rogo, de receber as que nesta Novena vos consagro. Vós sois o seguro asilo dos pecadores penitentes, e assim tenho razão para recorrer a vós; sois Mãe de misericórdia, e por este título não podeis deixar de enternecer-vos à vista das minhas misérias; sois depois de Jesus Cristo toda a minha esperança, e por esta razão não podereis deixar de reconhecer a terna confiança que tenho em vós; fazei-me digno de chamar-me vosso filho, para que possa confiadamente dizer-vos: mostrai que sois nossa Mãe!
Primeiro Dia

Eis-me aqui aos vossos santíssimos pés, ó Virgem Imaculada! Convosco me alegro sumamente, porque desde a eternidade fostes eleita Mãe do Verbo eterno e preservada da culpa original. Eu bendigo e dou graças à  Santíssima Trindade, que vos enriqueceu com este privilégio em vossa Conceição, e humildemente vos suplicamos me alcanceis a graça de vencer os tristes efeitos que em mim produziu o pecado. Ah! Senhor, fazei que eu os vença e jamais deixe de amar a meu Deus.

Segundo Dia

Ó Maria, lírio imaculado de pureza, eu me congratulo convosco, porque desde o primeiro instante da vossa Conceição fostes cheia de graça e além disto vos foi conferido o perfeito uso da razão. Dou graças e adoro a Santíssima Trindade, que vos concedeu tão sublimes dons; e me confundo totalmente na vossa presença ao ver-me tão pobre de graça. Vós, que de graça celeste fostes tão copiosamente enriquecida, reparti-a com a minha alma e fazei-me participante dos tesouros que começastes a possuir em vossa imaculada Conceição.

Terceiro Dia

Ó Maria, mística rosa de pureza, eu me alegro convosco, que gloriosamente triunfastes da infernal serpente, na vossa imaculada Conceição, e que fostes concebida sem mácula de pecado. Dou graças e louvo a Santíssima Trindade, que tal privilégio vos concedeu e vos suplico que me alcanceis força para superar todas as tradições do comum inimigo, e para não manchar minha alma com o pecado. Ah! Senhora, ajudai-me sempre, e fazei quem com a vossa proteção, sempre triunfe de todos os inimigos de nossa eterna salvação.

Quarto Dia

Ó espelho de pureza, Imaculada Virgem Maria, eu me encho de sumo gozo ao ver que desde a vossa Conceição, foram em vós infundidas as mais sublimes virtudes e, ao mesmo tmepo, todos os dons do Espírito Santo. Dou graças e louvo a Santíssima Trindade que com estes privilégios vos favoreceu; e suplico-vos, ó benigna Mãe, que me alcanceis a prática das virtudes, e me façais também digno e receber os dons e a graça do Espírito Santo.

Quinto Dia

Ó Maria, refulgente lua de pureza, eu me congratulo convosco, porque o mistério de vossa Imaculada Conceição foi o princípio da salvação de todo o mundo. Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade, que assim magnificou e glorificou vossa pessoa, e vos suplico me alcanceis a graça de saber aproveitar-me da Paixão e Morte do vosso Jesus, e que não seja para mim inútil o seu sangue derramado na cruz, mas que viva santamente e salve  a minha alma.

Sexto Dia

Ó estrela resplandecente de pureza, Imaculada Conceição causasse um imenso gozo a todos os anjos do paraíso. Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade, que vos enriqueceu com tão belo privilégio. Ah! Senhora, fazei que eu um dia tenha parte nessa alegria e que possa em companhia dos anjos, louvar-vos e bendizer-vos eternamente.

Sétimo Dia

Ó aurora nascente e pura, Imaculada Maria, eu me alegro e exulto convosco porque no mesmo instante da vossa Conceição, fostes confirmada em graça e tornada impecável. Dou graças e exalto a Santíssima Trindade, que somente a vós distinguiu com esse especial privilégio, Ah! Virgem Santa, alcançai-me um total e contínuo aborrecimento do pecado sobre todos os outros males, e que antes morra do que torne a cometê-lo.

Oitavo Dia

Ó sol sem mácula, Virgem Maria, eu me congratulo convosco e me alegro de que em vossa Conceição vos fosse conferida por Deus uma graça maior e mais copiosa do que tiveram todos os Anjos e todos os Santos no auge de seus merecimentos. Dou graças e admiro a suma bondade da Santíssima Trindade, que vos enriqueceu com tal privilégio. Ah! Senhora, fazei que eu corresponda à graça divina, e não torne a abusar dela; mudai-me o coração, e fazei que desde agora comece o meu arrependimento.

 Nono Dia
Ó viva luz de santidade e exemplo de pureza, Virgem e Mãe, Maria Santíssima, vós, apenas concebida, adorastes profundamente a Deus e lhe destes graças, porque, por meio de vós, levantada a antiga maldição, desceu uma grande bênção sobre os filhos de Adão. Ah! Senhora, fazei que esta bênção acenda no meu coração um grande amor para com Deus; inflamai-o, para que, constantemente ame o mesmo Senhor, e depois goze eternamente no Paraíso, onde possa dar-lhe as mais vivas graças pelos singulares privilégios a vós concedidos e possa também ver-vos coroada de tamanha vitória.
Jaculatória (ao final todos os dias) : 
Senhora Aparecida, milagrosa Padroeira, sede nossa guia nesta mortal carreira!Ó Virgem Aparecida, sacrário do Redendor, dai à alma desfalecida vosso poder e valor. Ó Virgem Aparecida, fiel e seguro norte, alcançai-nos graças na vida, favorecei-nos na morte! Pai Nosso, Ave-Maria, Glória.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Jogue fora tudo que não deu certo



O que você quer jogar fora, tirar de dentro de você?

Jogue fora aquelas palavras que ouviu e machucam até hoje. Jogue as mágoas de um amigo, de um parente, as lembranças de um dia triste.

Jogue fora as desilusões, as brigas, a raiva, aquela angústia no peito, a tristeza, o desânimo, o fracasso, a insegurança, culpa, o medo, a depressão. Se estiver com alguma dor ou doenças, imagine saindo de dentro de você.

Jogue fora todas as expectativas frustradas, todos os relacionamentos doentes e destrutivos. Jogue fora tudo aquilo que não deu certo.

Jogue fora tudo aquilo que te prende a um passado que faz sofrer. E também todas as tranqueiras que guardamos e machucam. Jogue fora fotos que só trazem lembranças tristes ou de quem te machucou.

Para que guardar coisas que só trazem lembranças ruins? O que mais você quer jogar fora? Jogue sua ansiedade, seu vazio interno. Jogue sua necessidade de comer sem parar. Jogue tudo fora, sem culpa e, se ela aparecer, também a jogue fora.

Livre-se da sua necessidade de agradar, ser aprovado. Deixe de lado os sonhos de outras pessoas. Pare de carregar o mundo (problemas dos outros) nas costas e sinta-se leve, solte seus ombros, respire profundamente e ao soltar o ar por entre os lábios, imagine soltando e saindo de dentro de você toda energia negativa que existe dentro de você e prepare-se agora para resgatar ou recomeçar a ter os seus próprios sonhos.

Depois que escreveu tudo isso numa folha de papel, você poderá amassar, rasgar ou colocar fogo para que o Universo transforme tudo isso.

Agora vamos começar a preencher todo esse espaço vazio. Você irá escrever em outra folha de papel. Só que essa você não irá jogar fora, mas pode colocar uma gotas de perfume e guardar num lugar muito especial.

Com o que você quer ocupar esse espaço? Coloque o que quiser, eu só vou dar algumas sugestões. Você pode começar imaginando uma linda luz azul envolvendo todo seu corpo, por dentro e por fora. Agora coloque dentro de você determinação, compreensão, serenidade, discernimento, calma, alegria, realização pessoal e profissional. Coloque ainda, beleza, prosperidade, sucesso, relacionamentos saudáveis. Coloque perdão, principalmente, o perdão por você mesmo.

Imagine o relacionamento com aqueles que você ama, tranqüilo, com muita harmonia.

Quais são seus sonhos? Sonhe alto... Queira o melhor do melhor! Queira coisas boas para sua vida. Preencha seu corpo com muita saúde, pois assim será mais fácil conquistar tudo que merece.

Coloque ainda PAZ, sua capacidade de amar. E coloque dentro de você e em tudo que fizer me sua vida, muito AMOR, pois o amor verdadeiro é o sentimento mais forte e importante que existe. E é só por ele que sempre vale a pena RECOMEÇAR!

E recomece quantas vezes for necessário. Para isso você só tem que acreditar que você consegue e que você merece!

( Rosemeire Zago ) 

Eu acredito


Deus pode fazer o impossível em minha vida acontecer!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Simplicidade



Motivado pela simplicidade, o poeta já dizia que simplicidade é querer uma coisa só, e que solução pra vida é quando temos a coragem de dizer: “eu queria o simplesmente”… é ser capaz de reconhecer o único e necessário bem que nós pertencemos.
Geralmente quem quer muita coisa não quer nada, geralmente quem diz que ama muitas pessoas não ama ninguém, por isso o discurso da simplicidade é um caminho seguro. Muitas vezes queremos muitas coisas e no ato de querer o muito acabamos nos desprendendo de nós mesmos, porque querer muito é esquecer quem somos.
Eu sou a simplicidade, uma estrutura que depende de um único querer, no momento que nos preocupamos daquilo que é único, a vida segue com sabedoria, é o mesmo que querer escrever mil cartas ao mesmo tempo, você não tem condições de transcrever várias cartas, como não é possível percorrer mil quilômetros se a gente não der o primeiro passo. É tão fácil dizer que a vida é complicada demais, a vida não é complicada, a gente que complica no momento em que queremos muito!
Talvez hoje o pior erro tenha sido querer cuidar de todos e acabou não cuidando de ninguém, porque no momento em que a gente multiplica o nosso querer, a gente perde a capacidade de dividir, e as vezes o que a vida pede de nós é a simplicidade… não tem muito o que fazer, o que buscar, e descobrimos isso no momento em que a morte encosta em nós, alguém está morrendo perto de nós, ou a gente está morrendo…
A gente descobre que aquilo que fazíamos antes a gente já não pode mais fazer, não temos mais forças para fazer o que fazíamos antes… Quando se é criança chora-se de fome, ou de sede, é a vida simples acontecendo, e quando vamos crescendo vamos multiplicando nossas necessidades e deixamos de reconhecer o que é importante agora, e aí precisamos descobrir uma forma sem esbarrar na morte, de todos os dias ser capaz da simplicidade que hoje precisa viver.
Aprendendo isso hoje pode-se corrigir a vida! O que é que você precisa fazer hoje pra que se possa descobrir o valor de uma vida simples?
Simplicidade é querer uma coisa só.
Quando alguém esta morrendo ao nosso lado a gente cancela a agenda da gente, deixa tudo de lado, não há compromisso que não possa ser cancelado, porque o essencial é estar ao lado de quem amamos!
Que esse aprendizado chegue a nós antes que pessoas precisem morrer pra nos conscientizarmos, sabedoria é estar ao lado, ser simples, e não se perder em muitos quereres.
(Pe. Fábio de Melo)

A televisão me deixou burro, burro demais

*por Carlos Ramalhete


Um amigo meu, ao ler uma reportagem que afirmava que na Itália, segundo recente pesquisa, uma criança em cada três trocaria seu pai ou sua mãe por um apresentador de TV, comentou que acabou tirando a TV de casa, para evitar sua má influência.
Dei-lhe meus parabéns; afinal, eu também não tenho um palquinho para o capeta falar absurdos na minha sala.

Outro dia eu estava na casa de uma amiga, e comentei isso com ela. Ela, com a TV ligada permanentemente, disse que não era bem assim, que era só trocar de canal...

Por acaso (ou mais exatamente pela Providência, já que não há coincidência...), neste exato momento olhei para a tela da sua TV e havia um grupo de rapazes estuprando uma moça. Disse eu então: "Olha só, eles estão estuprando a moça dentro da sala da senhora. O que a senhora vai fazer a respeito?"...

A televisão é um problema em si; afinal a sua forma de atuar impede, ou pelo menos dificulta extremamente, o raciocínio. É muito difícil pensar e ver TV ao mesmo tempo.

Com isso, a pessoa que vê TV está um pouco com em uma daquelas câmaras de privação sensorial que agora voltaram à moda. A diferença é que na câmara de privação sensorial a pessoa não tem nenhum estímulo externo, o que faz com que ela passe a ter alucinações, enquanto na TV o nosso juízo consciente do que é exibido é suspenso e a informação entra e fica gravada em nosso subconsciente, sem que tenha sido julgada.

O resultado daí vemos todos os dias: coisas que nunca seriam aceitas normalmente agora o são, apenas por terem sido vistas um grande número de vezes na TV.

Um exemplo disso é a obscenidade da dança da garrafa. Se há alguns anos um candidato a cargo eleitoral exibisse meninas de cinco anos de idade seminuas rebolando para introduzir uma garrafa em suas partes pudendas, ele seria linchado em praça pública.

Mas exatamente isso aconteceu em minha cidade, e o sujeito foi eleito. Qual a razão? Uma súbita queda no padrão moral?

Não. As pessoas, ao ver aquele absurdo, reconheciam aquilo que havia sido visto muitas vezes na telinha, e seu cérebro não registrava nenhum sinal de alarme. Ao ver a barbárie cometida, eles simplesmente pensavam "Ah, já vi isso no Faustão".

A TV é simplesmente uma máquina de hipnotizar! No livro "Admirável Mundo Novo" (quem não leu, leia!), o autor descreveu um sistema pelo qual as crianças e adultos eram constantemente hipnotizados; eles ouviam incessantemente gravações com frases-feitas, que acabavam se marcando em seu espírito ao serem ouvidas durante o sono.

Mas isso traz um problema: como mudar as frases? Se a pessoa ouve sempre aquela frase, como fazer para que creia que aquela não é mais válida e deve ser substituída por outra? Afinal, a transitoriedade é própria da mentira, e tal necessidade é constante.

A solução não foi inventada em um romance, ela está presente: a TV hipnotiza as pessoas de um modo que permite (na verdade até incentiva) a mudança da mensagem.

Poderíamos então perguntar: será que não seria melhor fazer uma TV que apresentasse uma mensagem positiva?

A resposta é um claro "não". Pelas próprias limitações do meio (som de pouca amplitude, imagem de baixa resolução, falta de concentração do espectador, etc.), é praticamente impossível tratar de amor ou ternura na TV. Por outro lado, a ira e o ódio são facilmente expressos, bem como a vaidade, o orgulho, a luxúria, a preguiça, a cobiça...

Vejamos as razões disso:

1 - A própria natureza do meio (TV), requer uma simplificação do discurso, que passa a ser construído sobre o visual (mais exatamente sobre o sensório, já que o som também influi) e não mais sobre o lógico. Com isso há uma "in-formação", no sentido latino da palavra: a TV dá forma àquilo que transmite e ao receptor. É por isso que as pessoas raramente pensam "vou assistir a tal e tal coisa", mas sim "vou assistir TV". O meio é a mensagem.

2 - Como qualquer fenômeno hipnótico, a sua repetição constante favorece o seu efeito. Assim, ver um documentário uma vez por semana ou mês não o deixará tão hipnotizado quanto deixar a TV ligada o tempo todo.

É por isso que aqueles que não assistem TV cotidianamente têm normalmente uma reação muito diferente da que têm os que a assistem cotidianamente à presença de uma TV ligada. Em uma sala de espera ou restaurante, por exemplo, a TV passa "despercebida" (conscientemente) pela maior parte dos presentes, que por serem viciados desligam imediatamente o seu juízo crítico ao ouvir o característico som da TV.

Aqueles que não são viciados, contudo, se sentem frequentemente incomodados pela presença da TV. Ela chama mais a sua atenção, pois o seu juízo crítico não foi desligado.

Para que a TV seja suportável, é necessário que a cada vez que o nosso cérebro esteja "acostumado" ao que se está passando, aconteça algo que dê ao cérebro a impressão de que algo mudou; se isso não acontecesse, entraria em ação o nosso senso crítico, e desligaríamos a TV.

Isto é feito através dos chamados "eventos técnicos", como as alterações de câmera, zoom, mudanças de volume, etc. É por isso que os vídeos caseiros são insuportáveis: não há nenhum tipo de interrupção, o que faz com que o cérebro não receba esta "tapeação", e passe a ponderar as coisas exibidas.

Exatamente o contrário ocorre na publicidade. É só ver a diferença de tempo entre um acontecimento técnico na publicidade (pode ser até mais de uma vez por segundo!) e em um filme ou noticiário. Mesmo no noticiário sempre acaba sendo necessário usar zoom, troca de locutor, etc.

Ou seja: mesmo que a programação da TV seja boa (EWTN, Rede Vida, etc.), nunca devemos deixar a TV ligada ou assistir todos os dias; isso nos torna mais vulneráveis à sua ação, e a TV na sala de espera do dentista vai ser capaz de entrar na cabeça da gente sem pedir licença.

3 - A programação da TV, a não ser que haja um controle muito forte (o que hoje em dia é anátema), só tende a piorar e tornar-se mais e mais escandalosa e abusiva. É da natureza do meio.

A TV francesa era uma TV de alto nível; quando foi privatizada, começou a sua decadência, já que apenas o IFOP - ibope de lá - passou a ditar o que deve ser exibido. Hoje não há mais os programas de literatura que havia, mas em compensação está cheio de apresentadores de auditório e sexo explícito. Foi só deixar o controle nas mãos do mercado, que dançou tudo.

Se a TV tivesse, entretanto um controle forte para evitar este tipo de coisa, como ocorria na França antes da privatização das emissoras, talvez ela não tivesse efeitos imediatos tão maléficos. Infelizmente isso só aconteceria se o Estado fizesse uma censura forte e eficaz, o que dificilmente seria feito hoje, quando a contestação é considerada uma virtude.

Como a própria natureza do meio televisivo impede que seja feito um juízo crítico daquilo que é assistido, a única maneira de fazer com que os viciados continuem a se interessar (e o ibope aumente) é apresentar os incentivos ao pecado, desculpem, as "atrações", de maneira cada vez mais crua e selvagem. Só assim as consciências embotadas e anestesiadas pela TV podem prestar alguma atenção. E dá-lhe de ver gente comendo sushi sobre mulheres nuas (o que se for repetido o suficiente acabará por ser considerado uma modalidade aceitável da gastronomia...), concursos de maior ou mais belo traseiro, crianças órfãs e aleijadas sendo espezinhadas, humilhações de pessoas comuns, etc.

Para que a pessoa tenha capacidade de resistir ao hipnotismo televisivo, ela deve ter desenvolvido o seu raciocínio lógico (linear...) e seu senso crítico. Ora, isso só pode ser feito sem TV, pois a sua hipnose é mais forte que a lógica da maior parte das pessoas, vitimada exatamente pelo pensamento cubista que a TV infunde. - A visão cubista da realidade é uma noção desenvolvida pelo teórico da comunicação Marshall McLuhan; segundo ele, a televisão, por não apresentar de maneira sequencial o acontecimento, transmitindo apenas partes fragmentadas e desconexas dele, proporciona uma visão da realidade que ele chama de cubista, em analogia à arte cubista, em que o nariz é visto de lado, a boca de frente, a orelha de cima...

Os efeitos deste vício - posto que a TV vicia, e muito! - são extremamente perniciosos. Ela é, como a cachaça, uma forma de não pensar. A diferença é que a droga chamada TV não apenas embota o raciocínio como as outras, mas também insere diretamente ao subconsciente mensagens totalmente contrárias à própria Lei Natural. Seus efeitos, portanto, são muito graves, na medida em que em geral assistir TV é um vício comum a toda a família.

Famílias inteiras não mais conversam, apenas ouvem o capeta falando em sua sala. As crianças constantemente expostas à TV não desenvolvem ou desenvolvem de maneira atrofiada o raciocínio lógico, o que é causado pela própria visão cubista da realidade que é inerente à TV.

Vejo isso claramente nos meus alunos de escola, que são em sua imensa maioria incapazes de formular uma frase longa e coerente. Eles falam aos arrancos: "Sabe, ele, o cara, ele foi, no mercado não, ele foi lá, é, na padaria que ele foi, que a mãe dele, sabe, a mãe dele que queria ir lá, e ele foi no lugar dela". Na verdade eles não expressam idéias, apenas concordam com o que lhes é apresentado. O que escrevem é mais ou menos a mesma coisa, só que com uma profusão de palavras cujo significado eles não conhecem bem; afinal, como eles não lêem, consideram que a característica essencial do texto escrito é a presença de palavras "esquisitas".

Quando eu tinha cinco anos de idade a minha mãe, que Deus a tenha em Sua santa glória, jogou fora a TV. Até hoje sou-lhe agradecido por isso. Minha avó me deu uma TV de presente quando eu cheguei à adolescência. Um dia eu me dei conta de que a TV estava ligada no Bozo havia mais de meia hora! No mesmo dia a troquei por uma garrafa de mergulho, e foi um dos melhores negócios que já fiz.

Depois disso já tive TVs sem antena, ligadas ao videocassete. Pelo menos assim posso exercer um controle maior sobre o que entra em minha casa. Hoje não tenho nem um nem outro. Afinal, estou morando em uma região onde a TV pega bem mesmo sem antena, e eu tenho crianças em casa. TV e criança na mesma casa não são uma combinação saudável (aliás, nem TV, nem cocaína, nem nenhuma outra droga perigosa).

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*Este texto foi escrito por  Carlos Ramalhete. 
A divulgação do seu conteúdo é livre, desde que feita sem acréscimos, cortes ou quaisquer outros tipos de alteração. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tente outra vez



Veja

Não diga que a canção está perdida

Tenha fé em Deus, tenha fé na vida 

Tente outra vez

Beba

Pois a água viva ainda está na fonte

Você tem dois pés para cruzar a ponte

Nada acabou

Tente

Levante tua mão sedenta e recomece a andar

Não pense que a cabeça agüenta se você parar

Há uma voz que canta, há uma voz que dança

Há uma voz que gira Bailando no ar

Queira

E basta ser sincero e desejar profundo

Você será capaz de sacudir o mundo

Tente outra vez

Tente

Não diga que a vitória está perdida

Se é de batalhas que se vive a vida

Tente outra vez

( Raul Seixas )

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Segredo do Casamento



Qual será o segredo dos casamentos duradouros?  Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão.  Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. 
Um bom casamento deve ser criado.  No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas.
  É jamais ser muito velho para dar-se as mãos.  É lembrar de dizer "te amo", pelo menos uma vez ao dia.  É nunca ir dormir zangado.  É ter valores e objetivos comuns.  É estar unidos ao enfrentar o mundo.  É formar um círculo de amor que uma toda a família.  É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer.
 É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.  É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito."  E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo.  Ser natural e saber agir com tato.  É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante. 
É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro.  Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido. 
É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos.  É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.  É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro.  Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois. 
É ser o apoio diante dos demais.  É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal.  É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro.  Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente, detalhes pequenos mas importantes. 
É saber dar atenção para a família do outro pois,  ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade.  É cultivar o desejo constante de superação.  É responder dignamente e de forma justa por todos os atos.  É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.
 O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio,  vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita. O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade,  da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011



As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova.O caráter é o que você tem quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz...A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.

Arnaldo Jabor

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Um tesouro escondido


- Senhor Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?

Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu: "Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e límpidas águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".

Assim foi publicado o anúncio. Assim, desta forma romântica e recheada de poesia, a propriedade foi colocada à venda.

Meses depois, encontra-se o poeta com o homem que, perguntado se havia sido bem sucedido na venda do sítio, surpreendentemente respondeu:
- Nem pense mais nisso. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

Pois bem, caro leitor, onde você se encontra neste cenário literário e ao mesmo tempo tão real? Já se viu em situações assim? Inúmeras vezes, por inúmeras razões, muitas delas tão sem sentido, nos deparamos com sensações de vazios e de que a vida perdeu a cor, o encanto.

Deixamos de ver o brilho do sol e a luz das estrelas e, diante dos problemas, vendamos nossos olhos. Claro que há em determinadas situações um peso excessivo na carga a ser carregada, que muitas vezes chegamos a solicitar ajuda para carregarmos a cruz, a nossa cruz. Mas, mesmo assim, é preciso buscar a energia que precisamos para prosseguir a caminhada e, na maioria das vezes, a fonte está logo ali, diante de nossos olhos e que, pela cegueira causada por nossas tristeza, deixamos de vê-la, contemplá-la.

Que façamos então como Olavo Bilac o fez. Olhamos com outros olhos, mais humanos, mais poéticos e mais profundos para nossa vida e a tudo que a nós pertence – dores e alegrias.
Quem sabe, naquilo que insiste em nos tirar o brilho e nos trazer a lágrima, possamos encontrar o antídoto da felicidade. Quem sabe!

Tentamos, pelo menos. Mas tem que ser hoje, agora, já. Antes que, na tentativa de jogar fora aquilo que parece não ter valor, venhamos a perder o grande tesouro escondido. 

Há poder em suas palavras!



Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres: "Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado". Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro. 

Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior. Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse: "Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?" "Vamos lá. Só tenho a ganhar! ", respondeu o mendigo. 

Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa. Daí para frente sua vida foi uma sequência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários. 

Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Contou ele : - Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: "Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver! ". 

As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: "Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero." 

Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para: "Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado". 

E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o poder das palavras. O Universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças. 

Uma repórter, ironicamente, questionou: - O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida? Respondeu o homem, cheio de bom humor: "Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!" 

( Silvia Schmidt ) 

domingo, 28 de agosto de 2011

Eis o que conta de si mesmo um mestre oriental:

           
 Na juventude eu era um verdadeiro revolucionário e rezava assim:
- "Dai-me energia, ó Deus, para mudar o mundo!"
Mas notei, ao chegar à meia-idade, que metade a vida já havia passado sem que eu tivesse mudado homem algum. Então mudei a minha oração, dizendo a Deus:
- "Dai-me a graça, Senhor, de transformar os que vivem comigo, dia a dia, como os meus familiares e os meus amigos. Com isto eu já fico satisfeito!"
Agora que sou velho e com os dias contados, percebo bem o quanto fui tolo rezando assim.
A minha oração agora é apenas esta:
- "Dai-me a graça, Senhor, de me mudar a mim mesmo!" Se eu tivesse rezado assim desde o princípio, não teria esbanjado a minha vida e o mundo seria bem melhor. 

“O que não me faz bem, não me faz falta.”

(Clarice Lispector)



De vez em quando eu não sei o que fazer comigo mesmo e com o meu gênio. 
É um saco estar sorrindo e dois minutos depois chorando.

Augusto Cury

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Por que a maldade faz tanto sucesso?



Aprendi com o Pe. Léo, que o mal é absurdamente barulhento; a maldade adora chamar a atenção sobre seus feitos.

Ao contrário, o bem não faz barulho! Quando uma flor desabrocha, no momento em que o sol nasce... Quando o mar se acalma, quando sopra o vento, na hora em que uma mão sustenta uma outra...Nada disso precisa fazer estardalhaço para ganhar sentido e existir!
É que o bem, para ser perfeito, precisa somente acontecer!
Por favor, não se engane com o mal que tanto lhe apavora!O barulho que o mal faz, já é prova de seu imenso fracasso!



O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável
e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Você é quem escreve a história de sua vida -
ao optar pelas atitudes construtivas -
você cresce como ser humano....
Positivo atrai positivo alegria, chama alegria.
Seja incansavelmente otimista.
Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.

[Pablo Neruda]


Seu caráter representa aquilo que ele é, enquanto sua reputação, apenas aquilo que os outros pensam.

O frio que veio de dentro


Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse, eles o sabiam, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.
O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo:
- Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro.
E guardou-as protegendo-as dos olhares dos demais.
O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:
- Eu, vou dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?
O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensinava. Seu pensamento era muito prático:
- É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem.
E guardou suas lenhas com cuidado.
O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou:
- Esta nevasca pode durar vários dias, vou guardar minha lenha.
O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.
O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido:
- Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos seus gravetos.
Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou.
Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:
- O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.

Que cada um de nós possa "fazer a diferença", diante do egoísmo e da indiferença!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011



“Nossa história é dessas que a gente não sabe quando começou, mas tem certeza que nunca vai ter um fim. Porque você é dessas pessoas que me fazem esquecer o que um dia doeu. Você é dessas pessoas que me fazem acreditar no amor. Dessas pessoas lindas que fazem um dia simples se tornar inesquecível.”

(Karla Tabalipa)

terça-feira, 9 de agosto de 2011


VOCÊ DECIDE



          Entre a bicharada, cada um vivia a seu modo. Um dia chegaram os caçadores e a matança foi grande. Os sobreviventes reuniram-se todos, pensaram, discutiram e concluíram:
_     Seremos animais extintos se não nos organizarmos.
Assim, foi eleito o Boi que, com boa intenção, logo fez importantes obras:
·         Fez um congresso só de aves – elas sobrevoavam toda a região e saberiam decidir por todos.
·         Contratou um exército de marimbondos para proteger as entradas da floresta.
·         Escolheu o papagaio como porta-voz dos direitos dos animais
A floresta virou uma confusão. As aves, para verem mais longe, sem precisar gastar muito tempo voando, fizeram uma lei que só permitia árvores altas na floresta. Coitadas das borboletas! Os marimbondos impediam os caçadores de entrar, mas também impediam a bicharada de chegar até o rio:
-      Questão de segurança florestal – diziam eles.
A solução foi fazer poços de água e cobrar uma “ pequena taxa” da bicharada.
O boi e seus ajudantes acharam justo que as melhores casas e comidas fossem para eles, pois não tinham mais tempo de cuidarem disto.
Aí você me pergunta: Onde está o papagaio para falar em nome do povo?
Minha gente, vocês esqueceram de que o papagaio só repete a voz do dono?
O boi dizia: “Isto é certo”. O papagaio repetia: - “ Isto é certo”.
O boi dizia: “precisamos cobrar mais impostos”. O papagaio repetia imitando até a voz grossa do boi.
O papagaio repetia tantas vezes que o boi passou a acreditar que tudo que ele pensava era vontade do povo, e pior, passou a nem visitar a floresta, pois dizia:
-      Sou a voz do povo, eles me elegeram!
Assim, a política – o bem comum – passou a ser o bem de poucos.
Ainda bem, minha gente, que esta história não acaba assim. Chegaram as eleições. O voto era a resposta para aquela situação.
Amigos e amigas, os eleitores tinham se acostumado tanto a não valorizar sua opinião que acharam que seu voto não valia nada também.
Trocavam votos até por cachos de banana.
Alguns ainda diziam:
-      O boi deve ser reeleito, ele até fez um pouco para nós!
Pior do que vender voto é acomodar-se com o mal e perder a esperança.
Então, qual a solução?

sábado, 6 de agosto de 2011


“… Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.”

(Verônica H.)



“O que eu sou não lhe diz respeito.
 Mas se quiser mesmo saber de mim, experimente não me perguntar. 
E talvez assim desperte minha vontade de contar.”




Once upon a time, there was light in my life
But now, there's only love in the dark
Nothing I can say
A total eclipse of the heart...

(Total Eclipse of the Heart- Roxete)



“Já caí inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.”

(Clarice Lispector)